Ação ecológica marca CF em Santa Rita do Sapucaí

AçãoCF2017_1Ocorreu na manhã do último domingo,04, a Caminhada da Fraternidade em Santa Rita do Sapucaí incentivada pelas paróquias Nossa Senhora de Fátima e Santa Rita de Cássia. Esta foi a primeira ação dentro da Campanha da Fraternidade 2017 proposta pela CNBB, que se iniciou oficialmente na 4ª feira de cinzas. Neste ano a CF é ecumênica e tem como tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, e como lema: “Cultivar e guardar a Criação”

A caminhada da fraternidade iniciou na igreja matriz da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com o envio e uma benção do padre Clemildes Francisco de Paiva. Nem o tempo ameaçador de chuva impediu a caminhada que, mesmo assim, contou com a presença de mais de 300 pessoas desde crianças até idosos, a grande maioria vestindo camiseta branca.

Os participantes receberam luvas e sacos de lixo para coletarem os lixos que encontrassem pelo caminho, em um percurso de 3km pelas ruas da cidade. Foram cerca de 2 horas, passando por locais onde a própria população joga lixo de forma irregular e por diversos pontos com esgoto a céu aberto. Esse esgoto posteriormente desemboca diretamente no Rio Sapucaí sem tratamento algum.

A caminhada percorreu também por algumas centenas de metros a margem do Rio Sapucaí, onde as pessoas observaram a riqueza da flora e fauna local, com árvores de diversas espécies, inclusive algumas Sapucaiais, bem como famílias de diversos animais selvagens que vivem naquele habitat, como patos, gansos, lagartos, e capivaras. Observaram também a presença de alguns pescadores que pescavam alguns mandis bem ao lado de enormes saídas de esgoto não tratados que eram jogados diretamente no Rio Sapucaí.

O objetivo da Caminhada da Fraternidade foi simplesmente chamar a atenção de toda a população com relação a verdadeira situação doAçãoCF2017_2 meio ambiente local no bioma em que vivemos (Mata Atlântica), buscando desenvolver consciência da necessidade urgente de fazermos algo pelo meio ambiente, nossa “Casa Comum”

A caminhada foi encerrada na escadaria do Santuário de Santa Rita de Cássia, onde os caminheiros encheram a carroceria de uma caminhonete com 20 sacos de 100L de lixo. Em seguida, foi dada a benção pelo Pe. Jonas, padre jesuíta, que acompanhou todo o percurso acompanhado de uma dúzia de jovens missionários.

Todo o lixo coletado teve a destinação adequada e foi entregue na Secretaria de Obras do Município que é responsável pela limpeza urbana. Instantes depois, um vereador que compõe a liderança do movimento do Grupo da Campanha da Fraternidade, recebeu a ligação da Prefeitura Municipal se dispondo a somar forças nessas ações e, inclusive, a doar diversas mudas de árvores frutíferas e sombrosas para serem plantadas pela população em uma próxima ação do grupo.

O Grupo CF tem uma ação apartidária, visando exclusivamente o resgate do meio ambiente e a melhoria de vida das pessoas propondo sempre uma forma sustentável. A liderança do Grupo da CF estabeleceu uma agenda com diversas ações, entre elas a criação de uma feira livre semanal na cidade, uma cooperativa e uma usina de reciclagem de lixo e uma palestra com o tema: “Meio Ambiente, Lixo Urbano e Eletrônico x Campanha da Fraternidade 2017” a ser proferia pelo Prof. Dr. Maurício Waldmam, especialista em meio ambiente e em lixo.

 

Informações: Cláudio Orlandi Lasso
Fotos: Emanuelle Melo – Pascom 

 

 

 

RCR promove congresso de Rádios Católicas

I-Congresso-Radio-CatlicaAs emissoras católicas de rádio poderão participar de mais um momento de crescimento conjunto apoiado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No próximo mês, acontece o I Congresso de Rádio Católica do Brasil, promovido pela Rede Católica de Rádio (RCR), nos dias 28 e 29 de março, em Aparecida (SP). A temática escolhida para o evento abordará o processo de migração das emissoras do rádio AM para a faixa de FM.

O arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Darci José Nicioli, convidou, por meio de carta, os radiodifusores a participarem do congresso. Dom Darci ainda recordou o primeiro Encontro Nacional de Rádios Católicas, realizado em fevereiro do ano passado, quando foi debatido o tema “sistema de digitalização”, a partir das preocupações dos responsáveis com a novidade. “Nosso encontro foi de grande proveito para todos os participantes e agradeço aos irmãos que enviaram membros de suas rádios”, escreveu.

O evento deste ano terá abordagem jurídica e também técnica, de acordo com dom Darci, uma vez que existem muitas dúvidas sobre o processo de migração das faixas AM para FM. “A  presença  dos responsáveis pelas rádios de propriedade da Igreja, ou a ela associadas, será de grande importância para decisões competentes, juridicamente embasadas e maior segurança de gestão”, salientou.

Na carta, o presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB também pede aos bispos que enviem os responsáveis pelas emissoras das Igrejas particulares para o Congresso.

As inscrições deverão ser feitas no site da Rede Católica de Rádio, com a qual dom Darci ressalta “estreita sintonia”. Durante o encontro, os participantes terão oportunidade para inteirar-se das ações da Rede.

Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais

dnjsetormogi_23102016_6“Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” é o título da Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado no dia 28 de maio, Ascensão do Senhor.

A mensagem é divulgada tradicionalmente no dia 24 de janeiro, Festa de S. Francisco de Sales, padroeiro dos comunicadores.

O texto, como define o próprio Papa, é um encorajamento a todos os que trabalham neste campo para que comuniquem de modo construtivo, isto é, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro.

O protagonista da notícia, escreve Francisco, não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução aos problemas, com um estilo comunicador aberto e criativo.

A realidade não tem um significado unívoco, afirma o Papa: tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diferente. Portanto, o ponto de partida bom para ler a realidade é a Boa Notícia por excelência, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo.

Esta boa notícia, explica, não é boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos.

Boa notícia
“Visto sob esta luz, acrescenta o Pontífice, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.”

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus, afirma ainda o Papa, nos faz erguer os olhos e contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. “Aparentemente, o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam.” Para Francisco, esta esperança não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar, com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

“A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa.” Quem se deixa conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, conclui o Pontífice, torna-se farol na escuridão deste mundo, ilumina a rota e abre novas sendas de confiança e esperança.

 

Com informações da rádio Vaticano

 

Secretários paroquiais participam de encontro na Cúria

Secretárias e secretários das paroquias dos setores pastorais Mandú, Mogi e Extremo Sul se reuniram nesta quinta-feira na Cúria Metropolitana para receberem os novos livros de registros e também tirarem dúvidas sobre as novas orientações dos departamentos da Arquidiocese.

No período da manhã, o assunto foi sobre arquivamento e entrega dos novos livros para assentamentos de casamentos e batizados, momento este conduzido pelo Chanceler do Arcebispado, padre Jésus Andrade. Dom Majella se fez presente na reunião, agradeceu a todos e focou sobre a importância do trabalho de cada secretário e secretaria, afirmando que “todos são missionários”.

O período da tarde foi destinado para repasse de instruções dos departamentos Patrimonial, Contábil e RH e para esclarecimento de duvidas.

Edições CNBB disponibiliza cifras e partituras para a CF 2017

As cifras e partituras dos cantos da Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017) e da Quaresma deste ano estão disponíveis gratuitamente no site da editora Edições CNBB. Os interessados poderão fazer o download do arquivo com todas as músicas do CD cuja primeira música é o Hino Campanha da Fraternidade 2017, de autoria de padre José Antônio de Oliveira e Wanderson Freitas.

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A Campanha da Fraternidade deste ano propõe o tema “Fraternidade: Biomas brasileiros e a defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação (Gn2,15)”. O CD possui 24 faixas com o hino, três músicas inéditas relacionadas à temática da CF, os cantos para a Quaresma – Ano A e partes fixas da Missa, como ato penitencial, Santo, aclamações da Oração Eucarística, Eis o Mistério da Fé, Amém e Cordeiro de Deus. Todas as cifras estão disponíveis no arquivo PDF que poderá ser baixado no site da editora após cadastro. No encarte do CD estão impressas as partituras de cada música.

Cultivar e guardar a criação
A proposta da CF 2017 é dar ênfase à diversidade de cada bioma brasileiro e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. É o que sustenta o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com dom Leonardo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

Coleções de cantos da CF
No site da CNBB há uma coletânea de partituras dos hinos e alguns cantos de várias edições da Campanha da Fraternidade, desde 1966.

 

Com informações CNBB Leste 2

Arquidiocese de Pouso Alegre lança Plano de Pastoral

Durante celebração na manhã deste domingo, 20, na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, apresentou aos fiéis e ao clero o Plano Arquidiocesano de Pastoral, fruto da 9ª Assembleia. A celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado – C.ss.R., e concelebrada pelo Vigário Geral, Cônego Wilson Mário de Morais, pelo Cura da Catedral, Cônego Vonilton Augusto Ferreira, e diversos outros padres. Centenas de fiéis participaram da celebração, entre os quais estavam representantes de diversas paróquias da Arquidiocese. O plano hoje apresentado vai guiar os trabalhos até o ano de 2020.

Em sua homilia, o Arcebispo lembrou que estes planos devem nortear todos os trabalhos pastorais na Arquidiocese e que a palavra “comunhão” é indispensável para guiar todo esse processo.

lancamentoplanopastoral_20112016_4“O Plano de Pastoral não é um subsídio optativo para ser usado por quem quer que seja ou deseja. Ele é o documento oficial para conduzir-nos todos a um serviço de comunhão pastoral, condição fundamental para o testemunho de nosso discipulado missionário. ‘Em comunhão’! Este é o segredo do bom êxito de qualquer iniciativa da Igreja, sobretudo de um Plano de Ação Evangelizadora. ‘Hoje, mais do que nunca, o testemunho de comunhão eclesial e de santidade são uma urgência pastoral’ (DAp 368), afirmou.

Dom Majella também lembrou que apesar de serem três as prioridades assumidas (Comunidade  de Fé em estado permanente de missão; Comunidade de Fé a serviço das famílias; Comunidade de Fé a serviço da vida plena para todos;), existem muitas outras prioridades e desafios pastorais a serem alcançados.

“Apesar de sermos uma região que tem aspectos originais que lhe dão unidade e comunhão, a diversidade religiosa e cultural hoje em dia é notória. O fenômeno acelerado da urbanização que vem provocando a migração. Em muitas comunidades rurais há pouca juventude, pois os jovens migram para as grandes e médias cidades em busca de escolas e trabalho. A degradação ambiental é uma realidade entre nós, precisamos criar uma nova cidadania ecológica. A situação de violência do contexto urbano, com crimes e roubos, apresenta avanço considerável nas áreas rurais, sendo que tem muitas famílias que deixam de ir às celebrações para não deixarem suas casas sozinhas. O desafio da inculturação, decorrente dos processo migratórios, sobretudo nos períodos de grandes safras agrícolas. A necessidade cada vez maior de valorização da religiosidade do povo e da ampliação do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. A proximidade das pessoas que estão em estado de risco: nos presídios, nos hospitais”, elencou em sua homilia.

No final da celebração, os representantes do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) receberam das mãos do Arcebispo o exemplar do plano de pastoral e receberam a bênção de envio. O plano Arquidiocesano será apresentado em todas as Paróquias nas missas do domingo à noite.

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Leia a homilia de Dom Majella
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“Chegamos ao final do Ano Litúrgico. A atenção das leituras bíblicas é orientada para o papel real do Senhor Jesus: herdeiro de Davi para apascentar o povo de Israel. O Evangelho coloca em evidência o papel salvífico de Jesus na Cruz. Cris na cruz reina dando-Se a Si mesmo, perdendo a Sua vida para que o mundo possa viver. A melhor atitude diante desta cena do crucificado é ter consciência dos próprios pecados, arrepender-se deles e tirar da Cruz de Jesus a coragem e a força para mudar de vida. Hoje encerra-se na Basílica de São Pedro, em Roma, o Jubileu Extraordinário da Misericórdia com o fechamento da Porta Santa. O Papa Francisco, ao encerramento deste jubileu, ao encerramento deste Jubileu, nos convida a darmos graças a Deus por nos ter concedido este tempo extraordinário de Graças. Que as portas do nosso coração permaneçam sempre abertas como a verdadeira porta da Misericórdia que é o Coração de Cristo.

Hoje apresentamos à nossa Igreja particular de Pouso Alegre o nosso Plano de Ação Evangelizadora. A Igreja, desde os seus primórdios, obedeceu a certas regras de organização. Ela, sempre missionária, se organizou em vista do Reino de Deus. Elaborar projetos e planejar a ação evangelizadora ajuda-nos a sair de uma ‘pastoral de manutenção’ para uma ‘pastoral missionária’ como sugere o Documento de Aparecida. A Igreja particular de Pouso Alegre segue há vários anos o caminho de planejar a ação pastoral. Este Plano de Ação Evangelizadora que hoje apresentamos às nossas comunidade eclesiais procura transcrever, em projetos, as decisões da 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.

A construção desta 9ª Assembleia de Pastoral realizada neste ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia iniciou-se nas comunidades lancamentoplanopastoral_20112016_2eclesiais em fevereiro de 2015 onde todos os irmãos e irmãs se colocaram a caminho criando corpo, vida e anúncio evangélico e atingiu o seu ponto alto com a realização da Assembleia, onde se chegou às prioridades e sugestões para as ações evangelizadoras desta nossa Igreja Particular, elegendo para o ano de 2016-2020: Família, Missão e Vida plena para todos.

Um Plano Arquidiocesano visa objetivos concretos e acessíveis, mesmo que mantenha o horizonte amplo da ação pastoral evangelizadora e missionária. Por isso o Plano Arquidiocesano de Pastoral ‘caminho de pastoral orgânica, deve ser resposta consciente e eficaz para atender às exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, formação e valorização dos agentes e procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura mediante o testemunho dos valores do Evangelho (DAp 371)’.

O Plano de Pastoral não é um subsídio optativo para ser usado por quem quer que seja ou deseja. Ele é o documento oficial para conduzir-nos todos a um serviço de comunhão pastoral, condição fundamental para o testemunho de nosso discipulado missionário. ‘Em comunhão’! Este é o segredo do bom êxito de qualquer iniciativa da Igreja, sobretudo de um Plano de Ação Evangelizadora. ‘Hoje, mais do que nunca, o testemunho de comunhão eclesial e de santidade são uma urgência pastoral’ (DAp 368).

O ponto de partida da missão da Igreja é Jesus Cristo. Sem o encontro pessoal e contagiante com jesus Cristo não há discípulos nem missionários. O Plano inicia com a nossa história, em seguida a luz que nos ilumina: Documento de Aparecida, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2016-2019, Exortação Apostólica Evangelium Gaudium, com a única preocupação de encarná-los na realidade arquidiocesana de hoje, o objetivo geral, os novos rumos para o caminho, as recomendações e metas.

A grande proposta é a conversão pastoral, criando comunidade de comunidades, transformando a Igreja numa comunidade acolhedora e em saída, cheia de amor vivo a Jesus e à Sua Palavra. É importante lembrar que, neste momento desafiador da história, não daremos conta de responder às demandas de evangelização se não estivermos unidos, caminhando juntos, em busca de soluções. Destacamos três prioridades: Família, Missão e Vida Plena para todos. Mas ainda são inúmeros os desafios à pastoral.

Apesar de sermos uma região que tem aspectos originais que lhe dão unidade e comunhão, a diversidade religiosa e cultural hoje em dia é notória. O fenômeno acelerado da urbanização que vem provocando a migração. Em muitas comunidades rurais há pouca juventude, pois os jovens migram para as grandes e médias cidades em busca de escolas e trabalho. A degradação ambiental é uma realidade entre nós, precisamos criar uma nova cidadania ecológica. A situação de violência do contexto urbano, com crimes e roubos, apresenta avanço considerável nas áreas rurais, sendo que tem muitas famílias que deixam de ir às celebrações para não deixarem suas casas sozinhas. O desafio da inculturação, decorrente dos processo migratórios, sobretudo nos períodos de grandes safras agrícolas. A necessidade cada vez maior de valorização da religiosidade do povo e da ampliação do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. A proximidade das pessoas que estão em estado de risco: nos presídios, nos hospitais. O despertar para a missão além de nossas terras do Sul de Minas.

Hoje estamos recebendo um documento que se trata de um trabalho conjunto decidido em Assembleia Arquidiocesana. Vamos nos colocar a caminho de realização. Sejamos práticos em nossas Comunidades e respectivas paróquias. É ali, nas comunidades, que estes projetos tomarão corpo, vida e anúncio evangélico. Que este novo tempo de evangelização seja cultivado pela colegialidade das nossas ações, pela necessidade e a beleza de ‘caminhar juntos’, pelo esforço de todos para resgatar o sentido da vida em comunidade e recriar o conceito de missão.

A palavra chave deste Plano de ação é Evangelizar. Deus nos guie na missionariedade de todos os dias e na prática dos projetos decididos em nossa 9ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.

Nossa Senhora indique para todos nós o caminho: Ele, nosso Senhor Jesus Cristo, o ‘Bom Jesus’ que se revelou para nós como Caminho, Verdade e Vida! Que São Sebastião, padroeiro de nossa Arquidiocese, interceda por todos nós. Amém!”.

 

Fotos: Tatiana Ramos – Pascom Catedral

 

 

 

Pastoral Bíblico-Catequético define datas para 2017

encontro_19112016A Pastoral de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Pouso Alegre se reuniu neste sábado, 19, com os de Coordenadores da Catequese das Paróquias. O encontro ocorreu em Pouso Alegre, na Escola Profissional, e contou com a assessoria do coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Mauro Ricardo de Freitas. O tema refletido foi “Pastoral Orgânica e a Formação Permanente: Condições fundamentais par a evangelização”.

Também foi proposto um trabalho em grupo para discutir o processo de aplicabilidade dos planos da 9ª Assembléia Arquidiocesana de Pastoral.

Ao final do dia foi apresentado o cronograma de atividades para 2017, tendo as seguintes atividades:

05/03/17: Abertura do Ano Catequético na Arquidiocese (1º domingo da quaresma)
18/03/17: Encontro Arquidiocesano de Coordenadores Paroquiais
04/06/17: 3º Crismafest (das 08h30 às 16h no Ginásio do Colégio São José em Pouso Alegre (Pentecostes)
27/08/17: Celebração do dia do Catequista em todas as paróquias.
24/09/17: Peregrinação dos Catequistas
18/11/17: Encontro Arquidiocesano dos coordenadores paroquiais.

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Fotos: Jacinta Fraga (Borda da Mata)

 

 

 

Dois novos diáconos são ordenados em Pouso Alegre

O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., ordenou na manhã deste sábado, 12, mais dois diáconos para a Igreja: Fabiano Cézar e Luciano Aparecido. A missa durante a qual foram ordenados os diácono foi celebrada na Catedral Metropolitana, contando com a participação de dezenas de padres, seminaristas, religiosos e religiosas e centenas de fiéis de diversas paróquias.

Em sua homilia, o arcebispo ressaltou o ministério diaconal a partir de três conceitos: Comunhão – missão – serviço.

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O diácono na Sagrada Escritura
O termo “diácono” aparece no Novo Testamento com quatro significados. O primeiro é aquele da linguagem comum: “aquele que serve alguém” (Mc 9,35; Jo 2,5). O segundo é a apresentação de Cristo como servo do Pai (Mc 10,45; Lc 22,27). O terceiro está ligado a todos os cristãos, visto que eles são servos de Cristo e de seu Pai (Jo 12,26; ICor 3,5). O quarto sentido está ligado a um determinado cargo e função na Igreja Primitiva (Fl 1,1; ITm 3,8). Este último significado é aquele que corresponde a origem da ordem do diaconato.

De fato, é no Livro dos Atos dos Apóstolos que São Lucas nos narra os motivos da instituição do ministério dos diáconos. Na passagem de Atordenacaodiaconal_121116_6 6,1-7, nos conta que os doze apóstolos escolheram sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria para se dedicarem a administração e ao serviço da caridade enquanto eles se dedicariam a oração e a pregação da Palavra. Apesar de não figurar a palavra “diácono” neste relato, aparece o nome dos sete primeiros (Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau) e, mais tarde, o texto os apresenta pregando a Palavra e batizando (At 6,8-14; 8,5-13). Deve se notar, ainda, a imposição das mãos, acompanhada da oração, realizada pelos Apóstolos sobre os sete escolhidos para o serviço (At 6,6).

Ordenados para o serviço
Seguindo a prática das primeiras comunidades cristãs, testemunhada na Sagrada Escritura e conservada na Tradição, a Igreja continua escolhendo homens que possam exercer um ministério de serviço. Para isto, o rito essencial da ordenação diaconal é a imposição das mãos e a oração realizada pelo Bispo. Esta oração pede a Deus Pai que consagre o ordenando como diácono e que envie sobre ele os dons do Espírito Santo para que ele possa exercer com fidelidade oministério de serviço. Nela se apresenta o que se espera de um diácono: amor sincero, solicitude para com os pobres e os enfermos, autoridade discreta, simplicidade de coração e uma vida segundo o Espírito Santo.

A Ordem confere ao diácono um sinal que não pode ser apagado, pois o configura ao Cristo servidor de todos.Por conseguinte, o diácono se torna um “imitador” da vida do Senhor, prolongando no mundo o serviço iniciado por Ele.

ordenacaodiaconal_121116_5O candidato não é ordenado para o sacerdócio, mas para o serviço.Este está especificado na Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 29, da seguinte forma: “administrar o Batismo solene, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar em nome da Igreja aos Matrimônios, levar o viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, instruir e exortar o Povo, presidir ao culto e as orações dos fiéis, administrar os sacramentos e presidir aos ritos dos funerais e da sepultura”. E, ainda, de maneira sintética, o mesmo texto diz: “servem o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade”.

Diáconos transitórios e permanentes
O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium nº 29, coloca para a Igreja a recuperação do diaconato permanente. Neste ficarão os homens que se sentem chamados a desempenhar a função de serviço proposta ao ministério diaconal. Podem ser admitidos homens casados e solteiros – sendo que estes últimos viverão o celibato. Cresce cada vez mais a consciência da Igreja sobre a Ordem dos diáconos e de suas funções na edificação do Corpo de Cristo.

Os diáconos transitórios são aqueles que recebem o primeiro grau da ordem em função de receberem o segundo: o presbiterado. Neste caso, apenas os homens solteiros e dispostos a viverem o celibato podem ser aceitos. Possuem a mesma dignidade e funções dos diáconos permanentes, mas se preparam para exercer uma futura função sacerdotal.

Lideranças realizam retiro em Espírito Santo do Dourado

As lideranças pastorais da Paróquia Divino Espírito Santo, de Espírito Santo do Dourado, se reuniram neste domingo para o retiro paroquial. O dia de oração e reflexão começou às 8h e terminou às 16h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo pároco, padre Paulo Giovani Pereira.

Cerca de 80 pessoas participaram do retiro que ocorreu na comunidade Nossa Senhora da Rosa Mística.

Paróquia de Itajubá prepara missão vocacional

Coordenadores das comunidades e o pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças de Itajubá, padre Jésus Andrade Guimarães, estiveram reunidos na noite desta terça-feira, 08, para definirem as atividades e cronograma das Missões Vocacionais que serão realizadas em janeiro do próximo ano. O reitor do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, padre Ivan Paulo Moreira, e alguns seminaristas também participaram do encontro.

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Ficou definido que as missões ocorrerão entre os dias 18 e 22 de janeiro de 2017 nas dez comunidades paroquiais, priorizando as visitas às famílias, doentes e afastados das comunidades, como vem ocorrendo nos últimos anos. Ao todo, participarão 30 seminaristas das etapas da Teologia, Filosofia e Propedêutico. As missões vocacionais ocorrem em comemoração ao primeiro ano da criação da Paróquia, celebrada no dia 20 de janeiro.