D. José Francisco é nomeado Arcebispo de Niterói

O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 30, dom José Francisco Rezende, 55, como o novo Arcebispo de Niterói, RJ, no lugar de dom Alano Maria Pena, que pediu renúncia por limite de idade. O mineiro é o 5° Arcebispo desde 26 de março de 1960, quando a Diocese de Niterói foi elevada a Arquidiocese e sede metropolitana pelo Papa João XXIII.

Dom José Francisco Rezende é filho da Arquidiocese de Pouso Alegre. Nascido em Brasópolis no dia 2 de abril de 1956, foi ordenado sacerdote em 10 de novembro de 1979. Trabalhou nas paróquias de Silvianópolis, Carvalhópolis, Turvolância, Paraisópolis, Sapucaí Mirim e Santa Rita de Caldas. Foi Reitor da Comunidade Teológica da Arquidiocese de Pouso Alegre, em Taubaté, Diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano e Diretor do Instituto Teológico São José em Pouso Alegre. Também exerceu o cargo de Reitor do Seminário Arquidiocesano e Vigário-geral da Arquidiocese de Pouso Alegre.

 Foi nomeado bispo em 28 de março de 2001. Sua ordenação episcopal aconteceu em junho do mesmo ano e logo assumiu a função de bispo auxiliar da Arquidiocese de Pouso Alegre, onde ficou até 2005. Ele ajudou a desenvolver o projeto pastoral “Formamos a Igreja Viva”.

Em seguida foi nomeado para a diocese de Duque de Caxias onde estava até hoje. No dia 12 de maio de 2011, durante a 49ª Assembleia Anual do Episcopado Brasileiro, realizada em Aparecida, SP, foi eleito entre os bispos do Estado do Rio de Janeiro para ser secretário do Regional Leste-1 da CNBB.

Formou-se tem filosofia em Pouso Alegre e Teologia em Taubaté (SP). É especialista em Teologia Espiritual pelo Pontifício Instituto Teresianum de Roma (1987-1989). Seu lema episcopal é “Vivamos por Ele”. (I Jo 4, 9).

 Leia a primeira mensagem de Dom José Francisco à Igreja de Niterói.

 

Vivamos por ele!

 Irmãos e irmãs, da Arquidiocese de Niterói:

 “A Graça do Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês” (1Cor 16,23).

 Ao ser escolhido para a missão de Arcebispo de Niterói, quero saudar com carinho o Povo de Deus desta Igreja. Deus, rico em misericórdia, deu-me a mim, o menor de todos, a graça de anunciar por meio do Evangelho, as riquezas incomparáveis de Cristo (Ef 3,8).

“Pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não tem sido vã – não por mim – mas pela Sua graça que está comigo” (1Cor 15,10). É esse o tom com que aceito esta nobre e desafiadora missão. É essa a atitude de fé ao chamado de Jesus Cristo, na voz da Igreja, que me faz dizer meu “sim”.

Quando assumi a missão episcopal, escolhi como lema para a vivência de meu ministério o carisma e a força das palavras da Primeira Carta de João: “Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo para que vivamos por Ele” (1Jo 4,9). Este é o convite que dirijo aos irmãos e irmãs da Igreja de Niterói, nessa primeira mensagem: Vivamos por Ele. Só por Ele recebemos a graça do Mistério Total da Vida Divina, que nos traz esperança, no mundo, e salvação, do mundo.

Aos irmãos cristãos leigos e leigas, Povo de Deus enxertado em Cristo pelo Batismo, o meu afeto de pastor e o desejo de caminhar unido a vocês para a construção de uma comunidade solidária numa sociedade mais justa. Sobretudo, aos jovens, o carinho de meu lado paterno.

Aos seminaristas, que agora estão acolhendo e discernindo o chamado de Cristo, o meu carinho, e a esperança de que sejam generosos na resposta fiel ao Senhor. Soube que são muitos! O bispo de vocês, apenas um irmão mais velho, encheu-se de alegria com essa notícia, e espera o momento de conhecer um a um.

Aos irmãos consagrados e às irmãs consagradas, que embelezam a Igreja com seus carismas e nutrem o mundo com a memória viva da forma de ser e atuar de Jesus, minha saudação fraterna. Conto com a força de seu testemunho, caridade e missão.

Aos irmãos diáconos, sinais do Cristo-Servo e expressão da Igreja servidora, deixo nesse primeiro momento o afeto do meu coração e o desejo de caminhar juntos na comunhão e na entrega de vida, sempre, a serviço do Amor Fundador. Não importam quais sejam os nossos desafios, a graça os transformará em alegrias do Reino.

Aos irmãos presbíteros, que mais de perto cooperam na Ordem episcopal e compartilham e exercem comigo, bispo, o sacerdócio único de Cristo, uma palavra especial: vocês são meus irmãos. São os meus irmãos mais próximos, e serão os mais queridos, em todas as dores e em todas as alegrias. Nessa família, os ministérios são diferentes e as responsabilidades não são iguais, mas os irmãos serão o que sempre foram: irmãos. Trago meu amor fraterno e venho a vocês como irmão. O compromisso missionário que a Arquidiocese assume em Barra do Garças e em Porto Velho, com irmãos presbíteros seus, revela a sintonia eclesial da Arquidiocese de Niterói com a Igreja desse país-continente. Vocês anteciparam o Documento de Aparecida: esse é o lado verdadeiro e real da Igreja de Cristo! Sinto-me honrado de estar com vocês.

A Dom Alano, meu irmão maior, meu carinho e reconhecimento por tudo o que já fez e pela ajuda incomparável de seu apoio e sabedoria.

Às autoridades constituídas, aos irmãos de outras denominações cristãs e a todas as pessoas de boa vontade quero dizer que estou totalmente aberto ao diálogo e ao empenho de buscar a justiça e a paz.

Confio na graça de Deus. Darei tudo de mim para ser um bispo servidor do Evangelho. Preciso e conto com o apoio e a oração de todos para ser fiel a esta missão. Rezemos juntos. Caminhemos juntos. Deus nos escolhe, nos chama e nos envia para ser a transparência de seu amor no mundo. Seja essa confiança o estrado firme onde repousem nossos pés.

Unidos na oração e no coração, envio a todos a minha bênção.

 + Dom José Francisco Rezende Dias
Arcebispo Eleito de Niterói

 

Papa: “Rezando, abrimos uma janela para o céu”

No encontro desta quarta-feira com os peregrinos e fiéis, na Sala Paulo VI do Vaticano, o Papa continuou a série de dissertações sobre a oração, mas desta vez voltando o olhar a Jesus, que com seu próprio exemplo, revela plenamente o mistério da oração cristã.

“Como um canal íntimo, a oração irrigou a sua vida, a sua existência, suas relações e seus gestos, e o guiou segundo o projeto de amor do Pai” – explicou Bento XVI, prosseguindo.

“Jesus costumava rezar, habitual e intimamente. Seu ensinamento sobre a oração se baseia no modo como aprendeu em sua família e na sua experiência, mas, sobretudo, em sua convicção profunda e essencial de ser Filho de Deus e de sua relação com o Pai. Na oração, Jesus viveu um contato ininterrupto com seu Pai, a fim de realizar seu projeto de amor pela humanidade”.

O Papa nos convidou a renovar nossa decisão pessoal para abrirmo-nos à vontade do Senhor, suplicando-lhe a força para conformar a nossa vontade à Sua, em obediência ao Seu projeto de amor sobre cada um de nós.

Como é costume nas audiências públicas, Bento XVI fez um resumo de sua catequese do dia em várias línguas, saudando os fiéis e convidando-os a uma relação mais intensa com Deus, cheia de confiança, capaz de iluminar suas vidas e comunicar a todos a alegria do Senhor.

Em inglês, o Papa encorajou as iniciativas de vários países para abolir a pena de morte e disse esperar progressos no sentido de que a leis se ajustem à dignidade humana dos prisioneiros e à manutenção da ordem pública.

Bento XVI dirigiu essas palavras diretamente às delegações dos países que estão em Roma participando do encontro promovido pela Comunidade de Santo Egídio “Não à Justiça sem a Vida”.

Estas foram as palavras proferidas pelo Pontífice em português:

“Queridos irmãos e irmãs,

Depois de ter tratado alguns exemplos de oração no Antigo Testamento, convido-vos hoje a olhar para a oração de Jesus. Esta atravessa todos os momentos da sua vida, guiando-o até ao dom total de Si mesmo, segundo os desígnios de Deus Pai. Jesus é o nosso mestre de oração. Mas, quem O ensinou a rezar? O seu coração de homem aprendeu a rezar com a sua Mãe e a tradição judaica. Mas a sua oração brota duma fonte secreta, porque Ele é o Filho eterno de Deus, que, na sua santa humanidade, dirige a seu Pai a oração filial perfeita. Assim, olhando para a oração de Jesus, devemos nos perguntar: Como é a nossa oração? Quanto tempo dedicamos à nossa relação com Deus? Hoje, num mundo frequentemente fechado ao horizonte divino, os cristãos estão chamados a ser testemunhas de oração. E é através da nossa oração fiel e constante, na amizade profunda com Jesus, vivendo n’Ele e com Ele a relação filial com o Pai, que poderemos abrir, no mundo, as janelas para o Céu.

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os brasileiros vindos de Lorena e de Curitiba, a quem desejo uma prática de oração constante e cheia de confiança para poderdes comunicar a todos quantos vivem ao vosso redor a alegria do encontro com o Senhor, luz para as nossas vidas! E que Ele vos abençoe a vós e às vossas famílias!”.

 

Com informações da Rádio Vaticano

Programação do Encontro com Patrus Ananias

                                                                       

A Comissão do Compromisso Sócio-Transformador de nossa Arquidiocese convida todas as pessoas que lutam por um mundo mais justo e igualitário para um encontro com o tema: Fé, Doutrina e Compromisso Social. Este encontro contará com a presença do ex-ministro Patrus Ananias.

É destinado àqueles que trabalham nas diversas frentes políticas: conselhos paritários, partidos políticos, ong´s e demais iniciativas que defendem a igualdade e a prática da cidadania.

O encontro será no dia 11 de dezembro, das 8h às 16h no Seminário Arquidiocesano, Av. Mauro Tommasini no Jardim São Carlos em Pouso Alegre.

A inscrição terá o valor de R$ 20,00 e pode ser efetuada por depósito bancário na Caixa Econômica Federal: Ag. 0147, Op. 003, conta corrente nº 501990-1 em nome da Arquidiocese de Pouso Alegre – Coordenação de Pastoral.

O recibo deve ser enviado por fax: (35) 3421-1248 ou pelo e-mail: [email protected]tmail.com com seu nome, endereço, cidade, telefone e e-mail para contato.

As inscrições vão até o dia 5 de dezembro.

Faça logo sua inscrição, pois as vagas são limitadas!

Contamos com a presença de todos os Homens de boa vontade!

PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO:

8h – Chegada, café e credenciamento

8h30min – Mística

9h – Abertura, pauta do dia e apresentação do assessor.

9h30min – Primeira reflexão: Fé, Doutrina e Compromisso Social – Patrus

10h30min – Intervalo (café, banheiro, água)

11h – Segunda Reflexão – Continuação

12h – Almoço

13h – Questões para divisão em  grupos (Patrus) – (10 grupos de 15 pessoas divididos pelas cores dos crachás)

14h – Plenário e Considerações e apontamentos conclusivos. (Patrus)

16h – Mísitica e agradecimentos finais

 

 

 

 

 

“Desumanos julgamentos”, por padre Flávio Sobreiro

Foto divulgação

Infelizmente vivemos em uma sociedade que julga a pessoa pelo que ela tem! Se você nasce em um berço de ouro, você já é muito bem visto pela sociedade: “Olha lá! Fulano é filho de Dr. X!” Agora, se nascemos em um casebre, às frases são as seguintes: “Aquele lá! Coitado! Não tem aonde cair morto!” Verdade ou mentira? Julgam-nos pelo que temos não pelo que somos. Julgam-nos pela nossa origem! Quem nunca presenciou uma cena como as que foram aqui descritas, algum dia na sua vida? Todos nós já presenciamos algo semelhante.

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No tempo de Jesus não era diferente! Jesus pelo que sabemos veio de uma família humilde, que lutava no seu dia-a-dia para se sustentar! O Evangelho de hoje nos diz que José era carpinteiro: profissão simples! Aquelas pessoas conheciam a origem de Jesus. Sabiam de onde ele havia vindo! Sabiam quem era seu pai, sua mãe, seus parentes. Sabiam a profissão de seu pai. E por saberem que Jesus era de origem humilde, não podiam aceitar que Ele fosse um Profeta, ou melhor, ainda, o Filho de Deus. A sabedoria de Jesus espantava aqueles judeus! Ao questionarem a origem de Jesus, era o mesmo que falar: “Aquele ali, que está pregando, é pobre! Coitadinho! Não tem onde cair morto! Trabalha hoje para comer amanhã! O pai dele é um coitado!”

Quem foi que disse que quem nasceu pobre não pode se tornar alguém na vida? Onde está escrito isso? Não é a nossa condição social que traça o nosso destino! Somos nós que construímos a nossa história! Quantas pessoas que nós conhecemos que não tinham aonde caírem mortas e hoje estão bem na vida! Lutaram, cresceram, mudaram a sua história. Jesus nasceu num lar pobre. Mas ser pobre não é sinônimo de burrice! Jesus foi educado com amor, com paciência, com compreensão! Cresceu cercado de amor. Era Filho de Deus. Mas teve que aprender a falar, a andar, a trabalhar…

Não podemos nos deixar levar por uma sociedade que julga a pessoa pelo que ela tem não pelo que ela é. Os judeus julgavam Jesus pela sua condição social, não pelo que ele era: Filho de Deus! Não aceitavam que uma pessoa simples, pudesse falar tão bem, curar, realizar milagres, profetizar… Viam apenas o exterior… Não permitiam que seus corações fossem além das aparências!

Vivemos em meio a uma crise mundial. Milhares de pessoas têm sido demitidas diariamente. Aumenta o desemprego, a fome… E isto gera na sociedade uma maior onda de crimes, roubos, violência…

Hoje somos convidados a valorizar o nosso trabalho. Não importa qual seja o nosso emprego: pedreiro, carpinteiro, pintor, lavrador, professor, médico, advogado… O importante é que realizemos nosso trabalho com amor. Agradeçamos a Deus por estarmos empregados, pois quantos não têm um emprego, ou estão sendo demitidos. E aqueles que procuram um emprego são chamados a redobrarem sua confiança em Deus!

Ninguém nasceu marcado para ser infeliz na vida! Nossa história deve ser marcada pela luta por um mundo e uma vida melhor. Somos importantes não pelo aquilo que temos, mas por aquilo que somos. Não sejamos juízes de nossos irmãos e irmãs! Ajudemos a fazer deste mundo um lugar melhor! Construímos hoje o nosso amanhã. Plantemos sementes de amor no chão da nossa história.

 

Por padre Flávio Sobreiro

“Familiaris Consortio”: é sempre hora para reestudá-la

Teve início nesta terça-feira,  no Vaticano, a XX Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que este ano terá como fulcro uma reflexão sobre a “Familiaris consortio” à luz da situação atual da família. O Conselho, que foi criado por João Paulo II em 13 de maio de 1981, no dia do atentado à sua vida, celebra este ano 30 anos de fundação com a exortação apostólica “Familiaris consortio”.

Em entrevista coletiva na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Conselho, analisou que depois de 30 anos de atividades deste dicastério, a situação da família encontra-se ainda em uma situação de grande dificuldade.

O cardeal ressaltou que hoje, temas como a centralidade da família na Nova Evangelização; a vocação dos cônjuges para o amor; a pedagogia para a santidade e o caminho de conversão e a formação pastoral na preparação para o matrimônio permanecem atuais.

Para ele, a “Familiaris consortio” é um documento de grande fecundidade espiritual e seria importante estudá-la novamente hoje, neste momento de banalização das relações afetivas humanas.

Outro aspecto a ser enfrentado é a educação para o amor em resposta à falta de integração da fé ativa com a própria vida e a consciência da santidade do casamento cristão sacramental.

Na coletiva para a imprensa foi apresentado o programa da Plenária que terá início com a Missa no altar do beato fundador Papa João Paulo II.

A Assembleia terá a participação dos organizadores do próximo Encontro Mundial das Famílias em Milão (2012), e do novo arcebispo, Cardeal Angelo Scola.

Na conclusão da Plenária do Pontifício Conselho para a Família, os participantes serão recebidos pelo Papa em audiência, no dia 1º de dezembro, e entregarão ao Pontífice uma cópia das catequeses preparatórias para o Encontro de Milão.

Este ano, além das sete edições em italiano, espanhol, inglês, francês, alemão, polonês e português, foram realizadas edições também em húngaro, romeno e árabe. A edição em chinês está sendo preparada.

 

Com informações da Rádio Vaticano

Bento XVI celebrará Missa especial pelos latino-americanos

 O Papa Bento XVI presidirá, na Basílica de São Pedro no próximo dia 12 de dezembro, uma Missa pelo bicentenário da Independência da América Latina. O dia é bastante sugestivo já que se comemora o dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira do Continente. Da celebração participarão diplomatas dos países latino-americanos, além de sacerdotes, religiosos que estudam em Roma e pessoas que provém da América Latina e moram na Itália por motivos diversos.

A Santa Sé informa através do comunicado da Pontifícia comissão para a América Latina que quer participar destas comemorações pois considera a iniciativa de particular relevância.

No Brasil e no Peru, o bicentenário só será celebrado nos anos 2020 e 2022, respectivamente.

“Essa iniciativa representa um gesto de grande atenção, afeto e solidariedade por parte do Papa em relação aos povos e nações do ‘Continente da Esperança’,” diz o comunicado.

 

Com informações do portal cancaonova.com

“O verdadeiro dono do mundo não é o homem, mas Deus”, diz Bento XVI

Bento XVI conduziu a oração mariana do Angelus, deste I Domingo do Advento (27), na Praça São Pedro, no Vaticano, repleta de fiéis e peregrinos que ouviram as palavras proferidas pelo Papa.

 O Santo Padre iniciou o Angelus destacando o início do novo Ano Litúrgico: “Um novo caminho de fé que deve ser vivido juntos nas comunidades cristãs, mas também, como sempre, um caminho que deve ser percorrido dentro da história do mundo, para abri-la ao mistério de Deus, para a salvação que vem de seu amor. O Ano Litúrgico inicia-se com o Tempo do Advento: tempo maravilhoso em que se desperta nos corações a espera do retorno de Cristo e a memória de sua primeira vinda, quando se despojou de sua glória divina para assumir a nossa carne mortal”.

 O Papa frisou que o apelo de Jesus no Evangelho de hoje a vigiar é um convite dirigido não só aos seus discípulos, mas a todos nós: “É um convite salutar para nos lembrar que a vida não tem apenas a dimensão terrena, mas é projetada rumo ao além, como uma plantinha que brota da terra e se abre para o céu. Uma plantinha pensante, o ser humano, dotada de liberdade e responsabilidade, por isso cada um de nós será chamado a prestar contas de como viveu, como utilizou suas capacidades: se as guardou para si ou as fez frutificar em favor do bem dos irmãos”.

 O Papa refletiu sobre certos panoramas do mundo pós-moderno: “As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente do homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado”.

 “Na realidade, o verdadeiro dono do mundo não é o homem, mas Deus. O Tempo do Advento chega a cada ano para nos lembrar isso, a fim de que a nossa vida reencontre sua orientação justa, em direção à face de Deus. A face não de um patrão, mas de um Pai e amigo”, concluiu o Papa que concedeu a todos a sua bênção apostólica.

 

Com informações do portal a12.com

Concluído encontro do Celam em Aparecida

 O Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis presidiu a Celebração de encerramento do Congresso do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e Adveniat no último sábado, dia 26, às 9h, no Altar Central, do Santuário Nacional. A Adveniat, entidade alemã que ajuda a Igreja da América Latina, está completando 50 anos e realizou, em conjunto com o CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano), um Congresso pastoral-teológico, em Aparecida.

O evento foi realizado no Seminário Missionário Bom Jesus e reuniu cerca de 100 participantes, entre eles o Presidente do CELAM, Dom Carlos Aguiar Retes e o Presidente do episcopado alemão, Arcebispo Robet Zollitsch. O tema debatido no Congresso foi ‘Aparecida e a Igreja Missionária na América La tina hoje: Venha o Teu Reino – Desafios Pastorais 5 anos depois de Aparecida’.

A Adveniat foi fundada na Alemanha, no dia 23 de agosto de 1961, festa de Santa Rosa de Lima, Padroeira da América Latina, por iniciativa do Bispo de Essen, Franz Hengsbach, que decidiu destinar as coletas das missas de Natal realizadas na Alemanha, naquele ano, às necessidades pastorais da Igreja da América Latina, como uma maneira de retribuir a ajuda da Igreja na América Latina, em especial da Igreja no Brasil, ao povo alemão, após a 2ª Guerra Mundial.

A proposta foi tão bem acolhida pelos católicos alemães que a iniciativa que deveria valer somente para o Natal daquele ano, foi renovada nos anos posteriores e a coleta da Adveniat, realizada no tempo do advento em favor da Igreja na América Latina, continua até hoje.

A sede da Adveniat fica na cidade de Essen, na Alemanha. Durante sua homilia, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, lembrou que nestes 50 anos de vida, a Adveniat já financiou mais de 80 mil projetos da Igreja na America Latina, no valor de 2 bilhões e 300 mil Euros, o equivalente a mais de 4 bilhões de Reais.

 

Com informações da Rádio Vaticano

Festa de N.S. da Medalha Milagrosa reúne milhares de fieis em Monte Sião

A Festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em Monte Sião, celebrada no último domingo, reuniu milhares de fieis vindos de várias regiões do país. A Missa solene foi celebrada pelo Arcebispo Metropolitano Dom Ricardo Pedro, seguida da procissão luminosa pelas ruas da cidade. Foram muitos os depoimentos de graças alcançadas pelos devotos. Segundo o pároco, padre Simão Cirineo, o movimento superou as expectativas.

Veja alguns momentos da festa  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Padres no Setor Fernão Dias se reúnem para dia de formação

Os padres do Setor Fernão Dias se reuniram nesta quarta-feira, 23,  para um dia de estudos na cidade de Extrema. O tema do encontro foi a apresentação do livro “Homossexualidade – orientações formativas e pastorais”. O encontro foi assessorado pelos autores do livro, Pe. José Trasferetti e Frei Ademildo Gomes. Na ocasião, os mesmos esclareceram dúvidas dos participantes acerca de como realizar um trabalho pastoral inclusivo com os homossexuais.
 
Pe. José Trasferetti é presbítero da Arquidiocese de Campinas, Doutor em Teologia (Academia Alfonsiana, 1990) e Filosofia (Pontifícia Universidade Gregoriana, 1994). Atualmente leciona Teologia Moral na PUC-Campinas.
 
Frei Ademildo Gomes é presbítero religioso da Ordem dos Agostinianos Recoletos. É Mestre em Teologia Moral, com especialização em Bioética, pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. Atualmente é professor universitário.

Por Pe. Flávio Sobreiro – Setor Fernão Dias