Leia a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

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AR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ, é esse o tema central da mensagem do Papa Bento XVI para o dia mundial da Paz, celebrado em 01 de janeiro de 2012.  

O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.

Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas  as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).

Clique aqui e leia a mensagem na íntegra

Igreja no mundo: Em 2012 treze cardeais completam 80 anos

Treze cardeais vão completar 80 anos de idade, em 2012, deixando assim de fazer parte do atual grupo de 109 “eleitores” num eventual conclave, o que deve levar Bento XVI a convocar o quarto consistório do seu pontificado. O primeiro a atingir os 80 anos é o português Dom José Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, no dia 6 de janeiro. Paulo VI (1897-1978) fixou em 120 o número de cardeais eleitores do Papa e estabeleceu como limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.

O terceiro consistório do pontificado de Bento XVI se realizou em novembro de 2010 e nessa ocasião foram criados 24 novos cardeais, reforçando a influência européia. Os cardeais eleitores estão hoje assim repartidos geograficamente (entre parêntesis, indica-se o número total de cardeais, 192, que inclui os que têm mais de 80 anos de idade): Europa – 56 (103); América Latina – 21 (31); América do Norte – 12 (19); África – 11 (17); Ásia – 8 (18); Oceania – 1 (4). O atual Papa já criou 62 cardeais (57 ainda vivos, 46 com direito a voto) e desde 2005 a Itália reforçou o seu estatuto de país com maior número de eleitores (23). Seguem-se os EUA (10 cardeais eleitores), Alemanha e Brasil (5 cada), França, Espanha, México e Polônia (4 cada). Estes oito países totalizam 59 cardeais com direito a voto, representando mais de metade do colégio de eleitores e um número próximo dos 73 (maioria de dois terços) que seriam necessários para a eleição pontifícia.

Existem neste momento 68 países representados no colégio cardinalício, 50 dos quais com cardeais eleitores, incluindo o Brasil (Dom Geraldo Majela Agnelo, Dom Eusébio Scheid, Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno). Segundo o Código de Direito Canônico, os cardeais “constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice [Papa]”, embora as funções dos membros do colégio cardinalício vão, para além desta eleição. Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.

 

Com informações da Rádio Vaticano

“Rezar se aprende em casa com os pais”, afirma o Papa

Bento XVI presidiu na última quarta-feira, 28, na Sala Paulo VI no Vaticano, a última Audiência Geral de 2011.

Nesses doze meses, cerca de 400 mil pessoas participaram dos encontros semanais das quartas-feiras para ouvir as catequeses do Papa, marcadas por uma grande variedade de argumentos.

Este ano, as catequeses foram dedicadas aos Santos e Santas dos séculos 16 e 17, à relação entre o homem e a oração, e a uma série de reflexões sobre alguns Salmos.

Esta última catequese, a de número 45, foi dedicada ao período natalino, propício a avivar a fé e a oração. A oração, recordou Bento XVI, formava parte da vida cotidiana da Sagrada Família de Nazaré. Aquela casa, com efeito, é uma escola de oração, onde se aprende a escutar e a descobrir o significado profundo da manifestação do Filho de Deus, seguindo o exemplo de Jesus, Maria e José.

“A Sagrada Família é ícone da Igreja doméstica e um convite a rezar juntos” – disse o Papa. É no interior do lar que os filhos são iniciados na oração, graças aos ensinamentos de seus pais. Consequentemente, uma educação autenticamente cristã não pode prescindir da experiência da oração.

“Se não se aprende a oração em casa, depois será difícil. preencher esse vazio”, afirmou o Pontífice.

 

Com informações da CNBB

Ano Jubilar: Confira as datas das celebrações nos setores

Já foram divulgadas, no Calendário Pastoral,  as datas e horários das Missas nos setores para as celebrações em Ação de Graças pelo Jubileu da Arquidiocese de Pouso Alegre.

A Missa de abertura do Ano Jubilar ocorre no dia 20 de janeiro, às 19h, na Catedral Metropolitana. Nos setores, elas ocorrem:

05/02: Setor Fernão Dias – 15h, em Camanducaia;
04/03: Setor Mogi – 15h, em Ouro Fino;
15/04: Setor Mantiqueira – 15h, em Itajubá;
06/05: Setor Paraíso – 15h, em Paraisópolis;
03/06: Setor Dourado – 15h, em São João da Mata;
01/07: Setor Alto da Serra – 15h, em Santa Rita de Caldas;
05/08: Setor Mandu – 15h, em Pouso Alegre (Paróquia São Cristóvão);
02/09: Setor Sapucaí – 15h, em Santa Rita do Sapucaí (Ginásio Alcidão);

No dia 23 de setembro, todas as paróquias se reúnem na Catedral Metropolitana para celebrar o Jubileu de 50 anos de elevação à Arquidiocese, às 16h30.

O Jubileu
O Arcebispo Metropolitano, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, decretou que entre os dias 23 de setembro de 2011 e 23 de setembro de 2012, toda arquidiocese celebre o período jubilar em preparação pelos cinquenta anos de sua instalação. A Arquidiocese de Pouso Alegre foi instalada e elevada à Sede Metropolitana e Província Eclesiástica no dia 23 de setembro de 1962, pelo beatíssimo Papa João XXIII, na Bula “Qui tanquam Petrus”, de 14 de abril do mesmo ano.

 

 

Por Andrey Nicioli

Ano novo, vida nova!

Com a proximidade do final do ano muitas pessoas passam a se preocupar com diferentes eventos: festas da passagem com jantares e ceias, encontros com amigos, viagens e praia, entre outros. Tendo Deus em primeiro lugar, tudo isso é saudável e, se realizado de forma sadia e sensata, faz bem à vida.

As festas de final de ano constituem-se em ótima oportunidade oferecida por Deus para também preparar a entrada no novo ano.

É comum a afirmação “ano novo é vida nova!”. Mas será que isso realmente acontece? Passa ano, vem novo ano, e tantos continuam na mesma, para não dizer na mesmice. Não evoluem interiormente, não crescem em valores, em atitudes, não se desinstalam, vão sendo levados pela vida.

O ser humano foi criado para ser senhor da história, para ser sujeito de sua vida, para construir seu destino. É preciso que essa verdade seja assumida por todos nós. Chega de nos deixarmos guiar pelos modismos, pelos contra-valores propagados pelos meios de comunicação! Basta de submissão ao pensamento destruidor de novelas e propagandas! É preciso proclamar a dignidade de mulheres e homens, que devem ser agentes de um novo tempo de justiça, igualdade e paz.

É essa vida nova que realmente vale. É essa disposição para construir o bem que interessa. É o colocar-se em ação que de fato importa. O tempo passa, exigindo de cada um de nós a pressa pela construção do bem em nossas famílias e na sociedade.

É necessário também olhar o tempo vivido no ano que termina na perspectiva do reconhecimento por tanta coisa boa que aconteceu. Esse é um tempo propício para reconhecer a bondade de Deus que está sempre presente em nossa vida. É tempo de agradecer! Agradecer a Deus pelo milagre da vida e pelos dons recebidos. Nem sempre o ser humano faz pausas para refletir, e reconhecer tudo que gratuitamente recebe. Se há tantos problemas e dificuldades no cotidiano das pessoas, há também muitos acontecimentos e conquistas que merecem ser agradecidas.

E esse reconhecimento deve se dar tanto na dimensão pessoal quanto na comunitária. É preciso revisar a caminhada individual para perceber como o sentimento de gratidão a Deus deve estar presente em nossas orações e atitudes. Por sinal, o agradecimento pela atitude de vida traz um imenso bem à própria pessoa e àqueles que com ela convivem. Cada dia vivido, o ar que se respira, a água que dessedenta, o alimento que revigora, a convivência fraterna, a família e tantas outras graças devem ser reconhecidas como presentes de Deus a cada um de seus filhos.
Na dimensão comunitária, não falta o que agradecer. A vida em comunidade, tão rica para todos, é outro dom, é outra graça a ser agradecida. Agradecer os eventos pastorais que nos ajudam a crescer na fé e no compromisso cristão: reuniões, encontros de jovens e adultos, semanas de estudo, tríduos, novenas, trezenas, visita de missionários e, principalmente, as celebrações da Palavra e dos sacramentos e, ainda de modo especial, as Celebrações Eucarísticas.

É bem conhecida a passagem do evangelho que narra a cura dos dez leprosos. Apenas um voltou para agradecer. E Jesus pergunta: “Não foram dez os curados? E os outros nove onde estão?” Que saibamos sempre louvar e agradecer a Deus por tudo que Ele misericordiosamente nos proporciona a todo momento!

Esse espírito de gratidão e ação de graças nos dá a garantia de que o novo ano terá esse verdadeiro sentido da vida nova que vem de Deus para todos os seus filhos que têm fé na vida, e tendo uma fé ativa, se tornam construtores da esperança e da certeza de um tempo novo para todos!

Luiz Rosa

“Novos Rumos”, por Côn. Edson Oriolo

Conheça as orientações fundamentais das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil
 
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015 são como que uma grande bússola para a revitalização paroquial. A bússola simplesmente indica-nos o norte. Não serve para descobrir montanhas, rios ou mares. O que existe para o norte, ela não indica. Entretanto, possibilita a descoberta de rios, de mares, de continentes, por meio de uma simples indicação e orientação fundamental da navegação.

As Diretrizes como bússola servirão para a re-estruturação, reorganização, reajustamento, reorientação pastoral e até com certo lirismo, para sua renovação, quando não para a revitalização da paróquia.

Elas partem de uma visão da realidade: “Estamos diante de uma globalização que não é apenas geográfica ( … ). As transformaçõs atingem todos os setores da vida humana, de modo que já não vivemos uma ‘época de mudança, mas uma mudança de época’. O que antes era certeza ( … ) tem se mostrado insuficiente para responder a situações novas” (DGAE 2011-2015, n.19). Duas mudanças se destacam: o relativismo e os fundamentalismos que se desdobram em outras: “O laicismo militante, com posturas contra a Igreja e a Verdade do Evangelho, a irracionalidade da chamada cultura mediática, o amoralismo generalizado; as atitudes de desrespeito diante do povo; urn projeto de nação que nem sempre considera adequadamente os anseios deste mesmo povo (DGAE 2011-2015, n. 20).

No capitulo III, “Urgências na Açao Evangelizadora”, as Diretrizes apresentam pistas que podem orientar, animar e fortalecer a natureza e a missão da paróquia. Na verdade, nem sempre o bispo, em sua Igreja, pode presidir pessoalmente todo o seu rebanho, deve necessariamente constituir assembleias de fiéis, entre as quais sobressaem as paróquias, confladas a urn pastor local, que as governa, fazendo as vezes do bispo. As paróquias representam, de algum modo, a Igreja visIvel espaihada por todo o mundo (cf. SC, n. 42).

Assim sendo, podemos perceber uma defasagem entre o ritmo da vida moderna e os critérios que ordinariamente animam a paróquia.

A fim de que as paroquias tenham um caráter dinâmico e demonstrem a visibilidade da Igreja, à luz das Diretrizes, é necessário que estejam em estado permanente de missão, sejam casas de iniciação à vida cristã, lugares de animação bíblica da vida e da pastoral, comunidades de comunidades, a serviço da vida em toda as suas instâncias.

A) PARÓQUIA EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO

As paróquias desenvolvem sua missão no mundo urbanizado e rurbanizado. DaI a exigência de uma evangelização estritamente missionária, recuperando a consciência de que somos enviados por Deus à sociedade atual, como anunciadores da Boa Nova.

Há urgência em se pensar em estruturas pastorais que favoreçam a realização da atual consciência missionária. Não se trata, portanto, de negar tudo, mas de “sair ao encontro das pessoas, das famílias, das cornunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro corn Cristo” (DAp, n. 548). E de se fazer esforço urgente para desenvolver “a atividade apostólica do povo de Deus” (AA, n.1).

B) PARÓQUIA: CASA DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

A iniciação a vida cristã é uma das tarefas mais importantes e urgentes na paróquia. Gerar e educar cristãos, em nossos dias, é uma tarefa pastoral decisiva, pois ao, redor da paróquia há muitos não crentes e indiferentes e, no seu interior, não faltam paroquianos poucos evangelizados ou convertidos, sem uma catequese convincente.

Oferecer vários itinerários de iniciação à vida cristã faz com que as paróquias possibilitem “urn encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo” (DAp, n. 289 e DGAE 2011-2015, n.40). Portanto, “a iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do batismo, crisrna e eucaristia. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo” (DGAE 2011-2015, n. 41). “O processo perrnanente de iniciação apresenta uma série de consequéncias para a evangelização: acolhida, dialogo, partilha, bem como maior familiaridade com a Palavra de Deus e a vida em comunidade” (DGAE 2011-2015, n. 42).

C) PARÓQUIA: LUGAR DE ANIMAÇÃO BÍBLICA DA VIDA E DA PASTORAL

“A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras ( … ) juntamente com a Tradicão ( … ). E é tão grande a força e virtude da Palavra de Deus, que fornece à Igreja o apoio vigoroso aos flihos, a solidez na fé e.constitui aumento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual” (Dv, 21)..

“Estamos em um tempo de muitas falas, muitos ruídos, muito barulho, incertezas e crise de referências. O mundo fala, mas tem sede de palavra que guia, tranquiliza, irnpulsiona, envolve, ajuda a discernir. O mundo tem sede, portanto, da Palavra de Deus” (DGAE 2011-2015, n.48)

A paróquia, porque acredita na força transformadora da Palavra, pode saciar a sede do povo e oferecer a água pura por vários meios, entre eles, os grupos permanentes de reflexão e de Leitura Orante, formando, assim, amantes e anunciadores da palavra.

D) PARÒQUIA: COMUNIDADE DE COMUNIDADES

A paróquia tem uma ligação particular com o território em que costuma estar situada. É um território demarcado, dotado de estruturas especificas, impregnado de significados, símbolos e imagens. Esta estrutura especIfica é para favorecer o exercIcio da fé e a identidade religiosa. Evocada como território é um exemplo notável de organização da vida social e pessoal dos habitantes, pontuando o tempo cotidiano da comunidade.

Hoje existe uma grande parcela que vive nas paróquias sem vínculos fraternos fortes. Vern à missa, cumpre corretamente os preceitos e volta para casa, sem criar laços mais profundos.

O primeiro desafio é aproximar tais pessoas de urna experiência paroquial mais forte. O segundo desafio é formar uma verdadeira rede de comunidades muito unidas, apesar de suas peculiaridades.

E) PAROQUIA: A SERVIÇO DA VIDA EM TODAS AS SUAS INSTÂNCIAS

A Igreja no Brasil sabe que “nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Tern sede de vida e felicidade em Cristo” (DGAE 2011-2015, n. 66).

A paróquia é o lugar onde o fiel desenvolve e articula a vida. Recordamos o Beato João Paulo II: “a paróquia é a própria Igreja que vive entre as casas dos seus fllhos e filhas” (CL, n. 26)

Na paróquia, o discípulo missionário, “não se cala diante da vida impedida de nascer seja por decisão individual, seja pela legalização e despenalização do aborto. Não se cala igualmente diante da vida sem alimentação, casa, terra, trabalho, educação, saúde, lazer, liberdade, esperança e fé. Torna-se, desse modo, alguém que sonha e se compromete com um mundo onde seja, efetivamente, reconhecido o direito a nascer, crescer, constituir famílha, seguir a vocação, crer e manifestar sua fé, um mundo onde o perdão seja a regra; a reconciliação, meta de todos; a tolerância e respeito, condição de felicidade; a gratuidade, vitória sobre a ambição” (DGAE 2011-2015, n.69).

“Estas diretrizes apontam para o compromisso evangelizador da Igreja no Brasil para o início da segunda década do século XXI. Em continuidade com as orientações de toda a Igreja, elas assumem o mais profundo espírito do Concílio do Vaticano II, recolhendo a riqueza existente no Magistério pós-conciliar. Acolhem de modo especial, as conclusões da Conferência de Aparecida, no desejo de que elas se concretizem em ações evangelizadoras capazes de suscitar o fascínio por Jesus Cristo e o compromisso pelo Reino de Deus e sua justiça” (DGAE 2011-2015, n.139).

Côn. Edson Oriolo é Mestre em Filosofla Social, Especialista em Marketing, Gestão Estratégica de Pessoas, Professor na Faculdade Arautos do Evangelho e Pároco da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre/MG e membro do Conselho de Conteúdo da revista Paroquias & Casas Religiosas,
Contato: [email protected]

Fonte: Revista Paróquias & Casas Religiosas, Ano 6, Nº 33 Novembro/Dezembro, pp. 34-35.
http://www.revistaparoquias.com.br

“Silenciar-se é tão terapêutico como o expressar-se”, por Pe. Flávio Sobreiro

No silêncio da alma encontra-se a presença de Deus

O silêncio das tardes parece ter se perdido no passado. As manhãs perderam o seu mistério no descortinar de um novo dia. O barulho ocupou todos os espaços que eram reservados ao silêncio. Em meio a um mundo agitado o silêncio foi, aos poucos, sendo esquecido.

Em pleno século XXI, o homem e a mulher contemporâneos redescobrem o valor do silêncio na confusa agitação da vida cotidiana. O que havia se perdido começa a ser redescoberto como fonte terapêutica. É grande o número de pessoas que procuram retiros e dias de pleno silêncio, nos quais podem estar desligadas das “redes sociais” e também da agitação da vida moderna.

Silenciar-se é tão terapêutico como o expressar-se. Desde a Antiguidade, principalmente entre os monges do deserto, conhecidos também como “Terapeutas do Deserto”, o silêncio era uma riqueza terapêutica. Através dele homens e mulheres encontravam-se com Deus e consigo. Hoje o ser humano tem sede de silêncio e de paz. A agitação da vida moderna roubou este tesouro que pertence à alma.

Para os monges do deserto o silêncio era um remédio para a agitação que afligia o ser humano, pois nele [silêncio] a pessoa entra em contato com aquilo que ela possui de mais sagrado, ou seja, a sua própria alma.E nos recônditos da alma se encontram as respostas que tanto se busca para o cotidiano da vida. No silêncio da alma encontra-se a presença de Deus.

Acho complicado quem busca Deus na agitação dos megashows e encontros. Barulho, som em nível altíssimo, gritos… Fico me perguntando: Como será a experiência de alguém que faz um encontro consigo e com Deus em meio à tanta agitação? É possível esse encontro? Qual o nível de experiência espiritual que a pessoa leva para a sua vida cotidiana?

Parece-me tão lógico que o silêncio das tardes, das flores, da chuva, das paisagens, nos mostrem tão claramente que Deus se encontra lá, escondido no mistério… Como ouvir um amigo no meio de um show? Mesmo que ele grite ao nosso ouvido, vamos compreender, ainda que com muito esforço, absolutamente quase nada do que ele tentou nos dizer. Como pensar na vida participando de um show, mesmo que este seja cristão? O máximo que conseguiremos é voltar para casa com os tímpanos afetados pelos estragos dos altos decibéis.

A arte do silêncio consiste em ouvir a voz de Deus, que nos espera numa tarde serena, na chuva que irriga a terra para despertar a vida adormecida pela longa seca, nas flores que cumprem o seu papel de falar da beleza da vida, nas paisagens que revelam o mistério que não precisa de palavras…

Se no silêncio que cala toda agitação encontramos Deus, então também nos encontraremos com aquilo que sempre buscamos: nós mesmos. Onde tudo se cala o mistério da vida nos aponta a beleza do que não pode ser expresso verbalmente.

 

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id&e=12607

“A Liturgia do Natal”, por Pe. Flávio Sobreiro

É no ano 336 que temos a primeira notícia da Festa do Natal, ocorrida em Roma. Através de Santo Agostinho, temos conhecimento de que a Festa de Natal era celebrada no século IV também na África. Também na Espanha, no final do século IV, o Natal já era celebrado.

A data 25 de dezembro não é confirmada historicamente como oficial ao nascimento de Jesus. Segundo estudiosos, a explicação mais provável nasce na tentativa da Igreja de Roma suplantar a festa pagã do “Natalis (solis) incicti”.

Foi no século III que difundiu-se no mundo greco-romano o culto ao sol. Foi o Imperador Aureliano (275 d.C.) que deu a este culto uma importância oficial. Assim, o culto ao sol tornou-se um símbolo da luta pagã contra o cristianismo. A data principal desta festa era 25 de dezembro. Era celebrada no solstício[1] de inverno e representava a vitória anual do sol sobre as trevas.

Visando purificar esta celebração pagã, a Igreja deu a ela um significado diferente, tendo como base uma rica temática bíblica: Lc 1,78; Ef 5,8-14. Enquanto celebrava-se o nascimento do sol, a Igreja apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro sol: Cristo, que apareceu ao mundo após longas noites de pecado.

Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida que nos ilumina com sua graça salvadora. É a Luz de um novo tempo que nasce em nosso coração e deseja fazer morada definitiva em nós.

São Leão Magno, em seu Sermão de Natal, escreve: “O Natal do Senhor, não se apresenta a nós como lembrança do passado, mas o vemos no presente”. Fazemos memória presente do nascimento de Cristo em meio a nossa frágil humanidade. Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação. A Festa do Natal é o ponto de partida para nossa salvação realizada por Cristo.

O Tempo do Natal começa com as primeiras Vésperas do Natal e termina no domingo depois da Epifania (Entre 2 e 8 de janeiro). Interessante ressaltar que a Liturgia do Natal  do Senhor se caracteriza por quatro Celebrações da Eucaristia, assim distribuídas:

1 – Na tarde do dia 24 se celebra a Missa vespertina . Esta Missa tem caráter festivo, com o canto do Glória e a Profissão de Fé.

2 – Na noite de 25, em geral à meia-noite, celebra-se a primeira Missa do Natal do Senhor.

3 – Ao alvorecer se celebra a segunda Missa do Natal.

4 – Durante o “dia” de Natal se celebra a terceira Missa da festividade.

A solenidade do Natal prolonga sua celebração por 8 dias contínuos, conhecidos como: Oitava do Natal.

Cada uma destas quatro Missas tem Leituras e Orações próprias a saber:

1 – Missa da Vigilia: Primeira Leitura: Is 62,1-5; Salmo Responsorial: Sl 88; Segunda Leitura: At 13,16-17.22-25; Evangelho: Mt 1,1-25.

2 – Missa da Noite: Primeira Leitura: Is 9,1-6; Salmo Responsorial: Sl 95; Segunda Leitura: Tt 2,11-14; Evangelho: Lc 2,1-14.

3 – Missa da Aurora: Primeira Leitura: Is 62,11-12; Salmo Responsorial: Sl 96; Segunda Leitura: Tt 3,4-7; Evangelho: Lc 2,15-20.

4 – Missa do Dia: Primeira Leitura: Is 52,7-10; Salmo Responsorial:  Sl 97; Segunda Leitura: Hb 1,1-6; Evangelho: Jo 1,1-18.

Natal é tempo de festa e alegria. É tempo de estar unido a comunidade celebrando o dom da vida manifestada no nascimento de Jesus Cristo. Celebrar o nascimento de Cristo é estar unido à Igreja em todo mundo que se une na fé e na esperança de um novo tempo. A participação nas Missas é fundamental, pois nos reunimos em comunidade onde o Cristo se revela a cada um de nós e a todos através do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia. Para melhor participarmos destas celebrações é interessante meditarmos antecipadamente as Leituras que serão proclamadas durante a Missa. O silêncio exterior e interior é oportunidade para melhor celebrarmos o Sol da Vida que nos ilumina com seu amor salvífico.

 

Pe. Flávio Sobreiro


[1] Época em que o Sol, tendo-se afastado o mais possível do equador, parece deter-se e estacionar durante alguns dias, antes de voltar a aproximar-se de novo do equador.

Leia mais: http://www.flaviosobreiro.com/news/a-liturgia-do-natal/

Confraternização do Clero

No dia 20, terça-feira última, foi realizada no Clube de Campo Pouso Alegre, a tradicional confraternização do clero da Arquidiocese de Pouso Alegre. Este encontro é um momento importante na vida do clero pouso-alegrense onde os padres, juntamente com os diáconos e nosso Arcebispo celebram de modo festivo esta reunião fraternal em preparação para o Natal do Senhor.

Confira abaixo as fotos deste evento:

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Leste 2 realiza encontro de preparação da CF 2012

Dando início ao calendário de atividades pastorais no ano de 2012, o Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) irá promover no dia 7 de fevereiro, no Salão Paroquial da Catedral da Boa Viagem, em Belo Horizonte, o Encontro Regional em preparação e animação da Campanha da Fraternidade 2012 “Fraternidade e Saúde Pública”.

O encontro tem por objetivo refletir sobre a realidade da saúde no Brasil e, de modo especial, nos estados da Minas Gerais e Espírito Santo para mobilizar as pessoas pela melhoria do sistema público de saúde.

Destinado aos coordenadores diocesanos e regionais de pastoral; às equipes de animação das Campanhas e aos membros da Pastoral da Saúde nas (arqui)dioceses, nas Instituições e Órgãos que trabalham na área de Saúde e a todos aqueles que se sentirem sensibilizados com a saúde pública no Brasil, o encontro está com as inscrições abertas.

Faça sua incrição clicando aqui

Outras informações:
Secretariado Regional Leste 2: (31)3224-2434