Cônego Braz celebra 48 anos de sacerdócio

Nesta sexta-feira muitos fiéis se reuniram na Matriz de São José para a Celebração Eucarística em que a comunidade rendeu graças a Deus pelos 48 anos de Ordenação Presbiteral do seu pároco emérito, Cônego Braz Tenório Rocha, que presidiu a missa, concelebrada pelos padres Vanir Ramos Barbosa (pároco) e João Batista de Godoi (vigário paroquial).

Na homilia, Cônego Braz, agradecendo ao Senhor da vida o dom do sacerdócio, discorreu sobre o ministério presbiteral e falou da alegria de ter servido ao Povo de Deus em diferentes paróquias e, há quase dezenove anos, aos paroquianos de São José. No final da missa, foi homenageado pela Srª Maria Isabel Barbosa (Bezinha) com uma bela composição musical feita por ela especialmente para essa comemoração. Em nome da comunidade, a professora Arlete Cintra Goulart expressou o agradecimento pelo serviço ministerial prestado pelo Cônego Braz e disse do carinho da comunidade pelo sacerdote aniversariante, e Cecília de Fátima Paiva entregou-lhe um presente.

Padre Vanir, lembrando que o Cônego Braz exerce o sacerdócio em nossa cidade desde sua posse como pároco no dia 16 de agosto de 1993, pediu-lhe que abençoasse ao Padre João Batista e a ele. Após a bênção dada também à assembléia, Cônego Braz, agradecendo o apoio dos dois sacerdotes e da comunidade, disse de sua alegria e gratidão pela presença de tantas pessoas e pela demonstração de carinho dos fiéis. Em seguida, recebeu o cumprimento de todos.

Dados biográficos

Filho de José Tenório Rocha e Maria Claudina de Jesus, Cônego Braz nasceu no dia 20 de dezembro de 1938 em Conceição dos Ouros, quando o município ainda era distrito de Paraisópolis. Foi ordenado presbítero por Dom José D’Ângelo Neto na Matriz de Nossa Senhora da Conceição em sua terra natal no dia 29 de junho de 1964. Exerceu o ministério sacerdotal nas paróquias São Francisco de Paula (Ouro Fino), Nossa Senhora da Piedade (Crisólia), Nossa Senhora da Conceição (Conceição dos Ouros), Nossa Senhora da Consolação (Consolação), Santa Rita de Cássia (Santa Rita de Caldas) e São José (Paraisópolis), da qual se tornou pároco emérito em 1º de agosto de 2001.

No período em que foi responsável pela direção da Paróquia São José realizou diversas obras entre as quais se destacam a reforma da Igreja Matriz, da Capela da Soledade e de diversas capelas rurais; construção da capelinha do Salão Paroquial e da moderna Igreja de Santo Antônio, significativo referencial para um grande setor urbano da paróquia; reforma da casa paroquial e construção de uma nova residência presbiteral junto à Igreja de Santo Antônio. Isso ao lado de uma atenção especial para com a emissora paroquial, a Rádio Paraisópolis.

Exerceu ainda relevantes serviços em diversos organismos administrativos e pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre. Em reconhecimento pela sua dedicação à Igreja, Cônego Braz recebeu, no início de 2011, do Arcebispo Dom Ricardo Pedro o título de Cônego.

(O Paraíso de José: 160 anos da Paróquia São José, Luiz Gonzaga da Rosa, Editora Santuário, 2010)

Fotos da Celebração

Dom José Francisco recebe pálio das mãos do Papa Bento XVI

Dom José Francisco Rezende Dias, filho da Arquidiocese de Pouso Alegre e Arcebispo da Arquidiocese de Niterói recebeu na manhã desta sexta-feira, 29, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Pálio, uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de cinco centímetros de largura e dois apêndices. Nele estão bordadas seis cruzes. É confeccionado com a lã de dois cordeirinhos, ofertados ao Papa por jovens romanas, no dia 21 de janeiro de cada ano, data da festa de Santa Inês. A lã posteriormente é tecida pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.

Leia a homilia do Papa Bento XVI durante a imposição dos Pálios
Veja o vídeo da missa da imposição dos Pálios

Nos primeiros séculos da era cristã, o Pálio era usado exclusivamente pelos Papas. A partir do sexto século é que passou a ser usado também pelos arcebispos metropolitanos. Os pálios são abençoados pelo Papa e colocados sobre o túmulo do Apóstolo São Pedro, sobre o qual está o altar principal da Basílica Vaticana. No dia 29 de junho, os Pálios são dali levados para a celebração eucarística e colocados sobre o colarinho dos novos arcebispos.

Em sua homilia, o santo padre afirmou a necessidade dos arcebispos serem verdadeiros colaboradores de Cristo à frente do seu povo.

“Amados Metropolitas, o pálio, que vos entreguei, recordar-vos-á sempre que estais constituídos no e para o grande mistério de comunhão que é a Igreja, edifício espiritual construído sobre Cristo como pedra angular e, na sua dimensão terrena e histórica, sobre a rocha de Pedro. Animados por esta certeza, sintamo-nos todos juntos colaboradores da verdade, que – como sabemos – é una e «sinfónica», exigindo de cada um de nós e das nossas comunidades o esforço contínuo de conversão ao único Senhor na graça de um único Espírito”, disse.

Cada ano cerca de 35 arcebispos do mundo inteiro recebem o pálio. Quando retornam para suas arquidioceses, levam não só o colarinho de lã que lhes foi imposto pelas mãos do sucessor de São Pedro, mas também o compromisso de traduzir nas atividades pastorais aquilo que esse tradicional sinal litúrgico representa, isto é, a fé em Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador, o compromisso de imitar o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas, e a comunhão com a Sé Apostólica.

Entre os 44 arcebispos que receberam o pálio em Roma, estão os seguintes brasileiros:

Dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC).
Dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ).
Dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO).
Dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP).
Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI).
Dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG).
Dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

“Solenidade de São Pedro e São Paulo”, por Dom Orani Tempesta

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

 

O dia 29 de junho é marcado por uma solenidade muito especial na vida da Igreja, que recorda os dois pilares da fé cristã que, com afinco e dignidade, trabalharam para que nossa fé crescesse e se consolidasse. A Solenidade de São Pedro e de São Paulo por razões pastorais, no Brasil, é transferida para o domingo seguinte. Estes apóstolos foram homens de pregação e de testemunho eloquentes, que ensinaram para toda a Igreja um ardor sempre crescente pelas coisas de Deus. A fé de Pedro e o ardor missionário de Paulo são motivos de bendição a Deus, que opera maravilhas na vida de seus santos em favor de todo o gênero humano. Ambos, por causa do Evangelho, ofereceram livremente suas vidas e foram martirizadosem Roma. Pedropor crucifixão e Paulo por decapitação.

Pedro recebeu a missão especial de conduzir o rebanho de Cristo, a Igreja. Paulo anuncia a Boa-Nova e proclama às nações a Palavra, manifestando-lhes o Evangelho da Salvação. O anúncio e o pastoreio, em comunhão com os mais profundos ensinamentos de Jesus, fazem da Igreja um sustentáculo vivo de edificação de vidas comprometidas com o Reino de Deus aqui na Terra. A Igreja, como guardiã do “depósito da fé”, vê em Pedro e em Paulo anunciadores ímpares e fundamentais para o crescimento da Palavra de Deus no mundo inteiro. Por esse motivo celebramos, neste dia, o Dia do Papa. O Papa é o sucessor do Apóstolo Pedro e tem a missão de conduzir a Igreja na Verdade, que é Cristo, firmada e alicerçada sempre mais na Palavra de Deus e no Testemunho dos apóstolos.

Portanto, é um dia especial de oração pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, pedindo que Deus o conserve e o ilumine com todas as luzes para bem servir à Igreja e ser sinal para o mundo. Os sofrimentos vividos com serenidade e paz pelo Papa Bento XVI são sinais da fortaleza do Espírito Santo em sua vida. A Igreja recolhe hoje em todas as missas o “óbolo de São Pedro”, como presente ao Santo Padre, que ele utiliza para as obras caritativas pelo mundo.

Pedro e Paulo são considerados “colunas mestras” da Igreja primitiva. Eles são responsáveis, sem dúvida, pelo desenvolvimento da Igreja tal qual aconteceu. Suas personalidades diferentes, mas colocadas a serviço da evangelização, celebradas no mesmo dia, são expressão da natureza da Igreja – comunhão na diversidade. Diversidade de carismas e ministérios e um único Senhor e mestre: Jesus Cristo. Com tudo e com todos, como diria São Paulo, tornar Cristo sempre mais conhecido e amado, seguido e testemunhado.

Olhando para este contexto de comunhão na diversidade, é notável o testemunho de assistência do Espírito Santo à sua Igreja. Em cada época e situação ele suscita na Igreja um Pontífice, chamado a dar ênfase numa determinada questão de época enfrentada pela Igreja. Cada qual dá seu testemunho e sua colaboração segundo as inspirações do próprio Deus para nós.

Esta solenidade nos ajuda a rezar por toda a Igreja e perceber a presença contínua do Senhor junto dela, ajudando-a a enfrentar as adversidades e as ondas gigantes que se lançaram no passado, e ainda hoje, sobre a barca de Pedro, conduzida agora por Bento XVI. A Igreja está edificada sobre a pedra angular, que é Cristo, e por isso mesmo nunca estará só.

Os apóstolos Pedro e Paulo são modelos de discípulos de Jesus, missionários do Mestre, seguidores do Cristo. A pregação de Pedro, constante e convincente, mostra que Jesus constituiu a sua comunidade a partir de pessoas fracas e simples, pequeninas, revelando que Deus se utiliza dos fracos para confundir os fortes, e assim vai se realizando a história da salvação.

Olhando para o exemplo de Pedro e Paulo, rezemos por toda ação missionária da Igreja em nossos tempos, com seus muitos e complexos desafios para a evangelização. Que assim como Pedro e Paulo encontraram caminhos e posturas coerentes para superarem as situações próprias de seu tempo, Bento XVI também os encontre e possa, assim, continuar conduzindo a Igreja de Cristo pelos mares da Contemporaneidade. Que a Igreja leve Cristo a todos e em todas as situações.

Rezemos juntos pelo Santo Padre o Papa: “Ó Deus, que na vossa providência quisestes edificar a vossa Igreja sobre São Pedro, chefe dos apóstolos, fazei que o nosso papa Bento XVI, que constituístes sucessor do apóstolo Pedro, seja para o vosso povo o princípio e o fundamento visível da unidade da fé e da comunhão na caridade. Concedei ao que faz às vezes do Cristo na Terra confirmar na fé seus irmãos para que toda a Igreja se mantenha em comunhão com ele no vínculo da unidade, do amor e da paz até que, em vós, pastor das almas, cheguemos todos à verdade e à vida eterna”. Amém!

Que São Pedro e São Paulo continuem assistindo, com a sua graça e exemplo, ao Papa e ao Colégio Universal dos Bispos para testemunhar Cristo Bom Pastor, que guia a Igreja pelo mundo!

Igreja Matriz de Jacutinga termina reformas

A comunidade paroquial de Jacutinga se reuniu no dia 13 de junho, na Igreja Matriz, para celebrar seu padroeiro e também a reabertura da igreja, que passou por reformas nos últimos meses. Toda a parte interna do templo passou por alterações, como nova pintura, marmorização das colunas e, principalmente, a reforma completa do altar.

Veja como ficou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Milagre por Intercessão de Nhá Chica é reconhecido pelo Vaticano

A cidade de Baependi (Diocese de Campanha -MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira: era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.

Em entrevista à Rádio Vaticano, irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:

“Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção”.

Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.

“É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa”.

O Milagre

“Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo, sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem por um exame transesofágico que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a bênção da minha santa Nhá Chica”

Com o reconhecimento do milagre de Nhá Chica em breve, a data da beatificação  deve ser divulgada.

Fonte: cnbb.org.br

Atenção Catequistas! Vem ai o encontro intensivo de formação

A Pastoral de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Pouso Alegre já abriu as inscrições para o Encontro Intensivo de Formação, que ocorre entre os dias 13 e 15 de julho, no município de Córrego do Bom Jesus, na creche das Irmãs Claretianas. O tema refletido será “A Catequese com o jovem”, tendo a assessoria do padre Élcio, jesuíta que trabalha na ETE em Santa Rita do Sapucaí, e de um casal de jovens da Obra Apostólica Anchietanum da Companhia de Jesus, que se dedica à formação e acompanhamento da juventude na linha da Espiritualidade Inaciana.

São convidados para esse momento de formação dois catequistas da Equipe de Coordenação de cada paróquia, principalmente aqueles que trabalham com adolescentes e jovens na catequese de Crisma. A confirmação da inscrição deve ser feita pelo telefone 35.3421-1248 (falar com Lucimara – Secretária de Pastoral da Arquidiocese).

Segundo a coordenadora Arquidiocesana, Rita de Cássia Pereira Rezende, o local escolhido facilita esse momento de convívio, e o acesso será facilitado, já que será disponibilizado condução a partir de Pouso Alegre.

” Neste ano, seremos acolhidos na Casa das Irmãs Claretianas, na cidade de Córrego do Bom Jesus. Para facilitar a chegada ao Córrego do Bom Jesus, sobretudo os Setores Sapucaí, Mandu, Mantiqueira, Paraíso, Dourado e Alto da Serra, providenciaremos ônibus saindo de Pouso Alegre para o Córrego. Daremos maiores informações após recebermos as inscrições com as adesões para esse transporte via Pouso Alegre”, afirmou.

Serviço:
Encontro Intensivo de Formação

Início do Encontro: dia 13 de julho de 2012, às 18horas.
Término do Encontro: dia 15 de julho de 2012, após o almoço( 15:30horas)
Local: Creche das Irmãs Claretianas, em Córrego do Bom Jesus.
Taxa: R$ 100,00 por pessoa (hospedagem, alimentação e assessoria).
Levar na bagagem: Objetos de higiene pessoal, roupa de cama e banho. Se necessário, trazer cobertor(aqueles que sentem mais frio)

Por Andrey Nicioli

“Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”, afirma CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu esta semana uma carta aos párocos e administradores paroquiais, motivando-os a preparar a juventude de suas paróquias e comunidades para a realização da Jornada Mundial da Juventude, que ocorre no Rio de Janeiro em 2013.

Acesse o site da Jornada Mundial da Jvventude

Na carta, o presidente da Comissão, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, afirma que não dá para imaginar a Igreja sem os jovens, nem uma comunidade sem alguma expressão juvenil significativa, sem propostas concretas que contemplam os jovens e seus sonhos, ideais e dores.

“A JMJ vem para nos auxiliar a ver o rosto do jovem em nosso meio, ler seus sinais, bem como a verificar se nossas comunidades „têm rosto jovem‟ ou se ainda se encontram „desfiguradas‟. Qual é o rosto de nossas paróquias? Somos capazes de reconhecer no rosto da Igreja, o rosto dos jovens; e no rosto deles, a comunicação de Deus? Aprendemos a ler os sinais que Deus nos revela por meio deles?”, disse.

Leia a Carta na íntegra

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.


Acabo de participar do “Bote Fé” de Campo Grande, MS. Que graça divina! O jovem Flávio me confidenciou, vibrando: “a juventude de nossa diocese não será mais a mesma depois deste Bote Fé!”. Por todos os cantos por onde passam os símbolos da Jornada se torna evidente que há algo extraordinário acontecendo! E ainda falta 1 ano para a JMJ Rio 2013. É isto mesmo: estamos a exatamente 1 ano dela! E para marcar este mês de julho em vista do „arranque final‟ teremos, entre tantas coisas: a “Jornada e Ação Social”, o “Bote Fé na Vida” (cf. www.jovensconectados.org.br), o lançamento dos dois subsídios “A Caminho da JMJ” e do DVD gravado com os artistas católicos em Natal, o Seminário sobre “Bioética e Juventude”.

A JMJ tem como centro Jesus Cristo e a fé que abraçamos. A juventude é o seu destaque principal; mas é toda a Igreja que se movimenta e se beneficia deste momento de graça. Afinal de contas, apostar nos jovens é apostar na perene vitalidade da Igreja que é sempre chamada a ser criativa, ousada, bela, profética, agradável… e estes traços são próprios da juventude. A JMJ vem para fortalecer nossa caminhada de evangelização em seu meio e espera que nos desdobremos ao máximo para favorecer em todas as partes, principalmente em nossas Paróquias, uma verdadeira pastoral juvenil que acolha, organize e acompanhe a „novidade‟ que somente os jovens têm e trazem, sob a ação divina.

“Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”. Já pensaram na força desta expressão que o nosso papa nos dirigiu em 2007? O ‘rosto’ é a nossa manifestação primeira nos relacionamentos; seus traços são a linguagem inicial de um encontro; é a porta de entrada que, pouco a pouco, pela convivência, nos abre à verdade da pessoa; é o lugar de encontro inicial que nos leva aos pensamentos e sentimentos daquele/a que se encontra em nossa frente. O rosto revela, desde os seus tênues traços, se alguém está bem ou mal, se há dor ou alegria, se há satisfação ou preocupação; fala de sonhos e medos, riquezas e carências. Não é pra menos que sempre estamos cuidando do rosto… E é curioso notar que o rosto, apesar de ser „meu‟, „pertence‟ aos outros. Os outros veem nosso rosto mais do que nós mesmos.
Não dá para pensar uma pessoa sem rosto… nem uma Igreja sem os jovens; nem uma comunidade sem alguma expressão juvenil significativa, sem propostas concretas que contemplem os jovens com seus sonhos, ideias, dores! Estamos vivendo um momento ímpar da história da Igreja em nosso país. A JMJ vem para nos auxiliar a ver o rosto do jovem em nosso meio, ler seus sinais, bem como a verificar se nossas comunidades „têm rosto jovem‟ ou se ainda se encontram „desfiguradas‟. Qual é o rosto de nossas paróquias? Somos capazes de reconhecer no rosto da Igreja, o rosto dos jovens; e no rosto deles, a comunicação de Deus? Aprendemos a ler os sinais que Deus nos revela por meio deles?

Sua paróquia tem traços juvenis marcantes, abundantes, vibrantes? Já pensaram em aproveitar deste kairós para elaborar um Plano de Evangelização da juventude? É, isto mesmo! Algo que pudesse nortear para os próximos anos a organização paroquial da juventude, que vá além dos meros entretenimentos religiosos oferecidos aos jovens. Convoquem as expressões juvenis de suas comunidades e elaborem algo que, mesmo simples, possa nortear os cuidados deste „rosto de sua paróquia‟.

E que tal começar isso fotografando o rosto jovem de sua paróquia? Que bonito seria a Comunidade poder passar este ano todo de preparação imediata à JMJ contemplando um grande e bem preparado painel com os rostos de seus jovens dos movimentos, pastorais da juventude, novas comunidades, congregações religiosas, crisma; indígenas, universitários, catequistas, grupos juvenis… e até dos „sem grupo‟. Motivem os jovens para esta atividade; envolvam os adultos. Marquemos este ano com algum sinal bem visível da bonita juventude que Deus envia para a beleza de nossas Comunidades eclesiais, afinal de contas “sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada!”

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)

Pastoral Vocacional Realiza Encontro com Vocacionados

No dia 24 de junho, domingo, aconteceu o encontro vocacional que faz parte da segunda etapa do despertar vocacional, o chamado por nós Despertar II. Este encontro teve a finalidade de explanar a compreensão vocacional dos vocacionados, uma vez que são obordados temas como: vocação matrimonial, religiosa, batismal (ser Igreja) no âmbito da vivência em comunidades.

O Encontro ocorreu das 09hs as 17hs

09hs santa missa
10:15 – Dinâmica de entrosamento – conduzida pela Irmã Ximena (Oblatas – Andradas)
10: 45 – Palestra: vocação matrimonial – Conduzida pelo casal da pastoral familiar (São José Operário – Pouso Alegre) e integrantes da equipe de nossa Senhora do padre Fábio. Nesta explanação o casal apresentou o prático da vivência matrimonial, o dia a dia e seus percausos. Houve grande envolvimento por parte dos ouvintes.
12:30 – Almoço
13:30 – Vocação religiosa/ carismas/ votos: Vídeo gravado com as irmãs do Carmelo de Pouso Alegre e em seguida discussão.
14:45 – Vocação a ser Igreja – Somos responsáveis pelas coisas do Reino – ministrada seminarista Luciano
15:30 – Oração Final – Seminarista Diego e seminaristas do propedêutico.

Mais fotos do encontro podem ser conferidas aqui.

Orientações pastorais para a promoção das vocações ao ministério sacerdotal

A Congregação para a Educação Católica publicou esta segunda-feira,25, um documento com “Orientações pastorais para a promoção das vocações ao ministério sacerdotal”.

Trata-se de um inquérito sobre a pastoral do ministério sacerdotal com a finalidade de obter um quadro atualizado da pastoral vocacional nas diferentes regiões do mundo, especialmente no que diz respeito ao sacerdócio ministerial.

Leia o texto na íntegra

Na apresentação do documento, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Card. Zenon Grocholewski, afirmou que o texto é estruturado em três partes.

A primeira examina a situação atual seja das vocações ao ministério sacerdotal, seja da pastoral que assume seu cuidado. Na segunda parte é oferecida uma apresentação sintética e orgânica da identidade e do ministério sacerdotal, como se indicasse a meta rumo à qual deve ser orientada a proposta vocacional e o discernimento espiritual neste processo. Na terceira parte, há uma série de sugestões para a animação pastoral das vocações sacerdotais.
Segundo o Cardeal, trata-se de propostas pastorais para relançar uma pastoral vocacional mais corajosa, também à luz do Magistério do Papa Bento XVI, que dedica inúmeros pronunciamentos ao tema da vocação e, mais especificamente, da vocação sacerdotal.

“A cura das vocações é desafio permanente para a Igreja” lê-se no documento, que ressalta também que “não podem ser calados os graves efeitos negativos” dos escândalos dos abusos sexuais.

O documento, conforme se lê no seu próprio texto, pretende ser um guia para orientar a pastoral vocacional em uma situação “de luz e de sombras”. Dele, em linhas gerais, emerge um ocidente com menos vocações, apesar de a África e a Ásia, contudo, apresentaram aumento significativo nas vocações. Entre as recomendações, “acertar a idoneidade dos vocacionados” e excluir da vocação “sujeitos marcados por profundas fragilidades humanas”.

De acordo com o Presidente da Congregação, “a cura das vocações ao sacerdócio é um desafio permanente para a Igreja, é preciso oferecer uma clara ideia da figura do sacerdote ministerial e da sua necessidade e papel na Igreja”.

Alguns pontos imutáveis: a oração, que “é proposta da experiência da fé, como relação profunda e pessoal com Deus”. Catequese, voluntariado, escola, tempo livre, esporte: terrenos férteis para afrontar as interrogações fundamentais da existência e das escolhas de vida.

Após a sessão aberta às perguntas dos jornalistas, recordadas a palavras de Bento XVI: “A pessoas pedem aos sacerdotes para serem especialistas na fé. Para as outras áreas, podem existir outros”.

Brasil: CNBB emite nota sobre Ética Pública

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou na manhã desta sexta-feira, 22 de junho, Nota Oficial da Conferência a respeito da ética pública manifestando indignação e perplexidade da sociedade brasileira diante de fatos políticos e administrativos que contrariam a ética pública e o bem comum.

Essa situação “chega mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade”, destaca a Nota. Os bispos também lembraram um trecho de um documento da Conferência, Ética, Pessoa e Sociedade, publicado há 19 anos no qual se perguntava: “como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotente, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens?”.

Outro aspecto lembrado foi a pergunta sobre a impunidade: “como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos?”. Os bispos reafirmam ainda, nesse questionamento de 1993, uma pergunta sobre a capacidade da população de continuar acompanhando tudo sem ter uma resposta firme e rápida da Justiça: “como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda a igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências”.

Quase duas décadas de passaram da publicação desse documento, e a situação continua sugerindo as mesmas preocupações. A Nota afirma: “O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos”.

Na Coletiva, bispos ainda reapresentaram a Nota sobre a Rio + 20 que havia sido divulgada no dia 20 de junho.

Leia na íntegra

Nota da CNBB sobre a ética pública
“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam ao chão” (Am 5,7)

Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira. Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal.

Já em 1993 a CNBB questionava: “Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências” (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993).

O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos. Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas.

A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas. Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública.

Reafirme-se que a força dos três poderes da Repúbica está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade.  Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade.

No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno” (Mt 5,37).

Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe nosso povo e anime sua esperança!

Brasília, 22 de junho de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB