Começa hoje a tradicional festa julina no bairro Cidade Jardim

Festa Julina_CiddJardimA Comunidade São Sebastião, localizada no bairro Cidade Jardim e pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Pouso Alegre, realiza neste final de semana, entre os dias 10 e 12 de julho, a tradicional “festa julina”, na qual a renda será revertida para a reforma do Salão Comunitário e ampliação da cozinha da comunidade.

Hoje, às 19h, todos poderão participar da oração do terço em louvor à Santo Antônio, São Pedro e São João.  Já amanhã, dia 11, às 18h, será celebrada a Eucaristia. Após os momentos religiosos todos poderão participar da quermesse e também prestigiar a dança da quadrilha.

No dia 12, domingo, a missa será celebrada às 10h. Em seguida, a comunidade se prepara para servir uma deliciosa feijoada.

A Comunidade São Sebastião está localizada na rua 09, S/N, no bairro cidade Jardim.

Ordenação de Mons. Edson acontece amanhã na Catedral

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O novo Bispo, D. Edson Oriolo

No sábado dia 11 de julho, às 15h, será realizada na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre a ordenação episcopal do Mons. Edson José Oriolo dos Santos, nomeado pelo Papa Francisco como bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte/MG.

Mais de 20 bispos e arcebispos são esperados para concelebrarem a Missa Solene. Os bispos ordenantes serão D. João Bosco Óliver de Faria (arcebispo de Diamantina/MG), D. José Luiz Majella Delgado, CSsR (arcebispo metropolitano de Pouso Alegre/MG) e D. Walmor Oliveira de Azevedo (arcebispo metropolitano de Belo Horizonte/MG).

A Santa Missa será transmitida pela TV Livertas de Pouso Alegre, pela TV Arautos pela internet e pelas Rádios Difusora e Univás FM.

No domingo, dia 12 de julho, D. Edson Oriolo celebrará sua primeira missa após a ordenação. A Celebração Eucarística será às 10h30min, na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.

Já a Santa Missa pelo início do Ministério Episcopal de D. Edson Oriolo na Arquidiocese de Belo Horizonte será no dia 24 de julho, às 20h, na Paróquia São Cristóvão, em Belo Horizonte/MG. Após a ordenação episcopal, dom Edson Oriolo assume seu posto de bispo titular de Segia e auxiliar na Arquidiocese de Belo Horizonte.

O Lema e o Brasão Episcopais

O lema episcopal, “Evangelizare Misericordiae Divitias”, baseado na Carta de São Paulo aos Efésios (3,8), significa “Anunciar as riquezas da misericórdia”.

No brasão episcopal de Dom Edson Oriolo predominam as cores azul e vermelho. Há uma cruz em ouro, que faz alusão ao Senhor Bom Jesus Crucificado, titular da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, onde o bispo exerceu seBrasão Dom Edson_JPG_menoru ministério sacerdotal. O Sagrado Coração de Jesus, manifestação do “segredo mais íntimo de Deus Pai – a misericórdia” (São Vicente de Paulo) – faz-se representar sobre o vértice da cruz. Do Coração abrasado de caridade, brotam dois raios cujas cores aludem ao sangue e a água que jorram do lado aberto do Senhor Jesus (Jo 19,34), na forma dos sacramentos e das graças do Divino Espírito Santo.

As chaves decussadas, em prata, representam a Igreja, Corpo de Cristo e Povo de Deus reunido em nome da Trindade (LG4). Aludem a São Pedro e a seu sucessor, o Papa, e significam a fidelidade irrestrita ao primado romano, princípio visível de comunhão na caridade (CD2).

A flor de Lis, em prata, é referência a São José. Alude também a sua paróquia de origem e a sua cidade Itajubá/MG, da qual é o primeiro filho bispo. A estrela de sete pontas, em prata, faz alusão a Maria Santíssima, medianeira de todas as graças e instrumento especialíssimo de Deus para manifestar aos homens sua eterna Misericórdia. A estrela descansa em amplo campo que evoca o vergel do Monte Carmelo. É uma referência a Nossa Senhora do Carmo em cuja paróquia o bispo exerceu por longos anos seu primeiro paroquiato, e à qual filialmente consagra o seu ministério episcopal.

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O Novo Bispo

Mons. Edson é filho de José Eugênio dos Santos e Alzira Oriolo dos Santos e natural de Itajubá/MG. Nascido em 18 de setembro de 1964, foi ordenado sacerdote na Matriz de São José Operário de Itajubá, no dia 5 de maio de 1990. É formado em Filosofia pelo Seminário Nossa Senhora Auxiliadora de Pouso Alegre e em Teologia pelo Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, de Taubaté/SP. O novo bispo também é mestre em Filosofia Social pela PUC Campinas.

Mons. Edson exerceu na Arquidiocese de Pouso Alegre os cargos de Vigário paroquial da paróquia São Sebastião em São Sebastião da Bela Vista, Vigário paroquial da paróquia São Francisco de Paula em Ouro Fino,  Pároco da paróquia Nossa Senhora do Carmo em Borda da Mata e Pároco da Paróquia do Bom Jesus e Cura da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre. Além disso, exerceu a função de professor em várias disciplinas relacionadas à Filosofia no Seminário da arquidiocese de Pouso Alegre e também atuou como promotor de justiça do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese.

Na Paróquia do Bom Jesus desde 2007, Mons. Edson implantou a Pastoral Urbana, que o tornou referência no país sobre o tema, principalmente em Gestão Eclesiástica. É conferencista e prega retiros em diversas dioceses do país.

Padres participam do 30º Encontro de Canonistas

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Estão acontecendo em Campinas/SP o 30º Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas e 33º Encontro dos Servidores de Tribunais Eclesiásticos do Brasil. Participam do Encontro o Pe. Clemildes Francisco Paiva e o Pe. Ronne Peterson de Faria Oliveira, ambos da Arquidiocese de Pouso Alegre, juntamente com os canonistas e servidores de tribunais eclesiásticos de todo o país.

Os Encontros tiveram início no dia 6 de julho com uma missa, na Catedral de Campinas que foi presidida pelo Arcebispo de Campinas , Dom Airton José dos Santos, e concelebrada por Dom Sérgio de Deus, Dom Paulo Peixoto e Dom Tarcísio.

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Os temas refletidos durante o encontro aprofundam sobre o processo matrimonial em segunda instância, além da partilha enriquecedora entre os diversos servidores da justiça eclesiástica em todo Brasil, de modo especial com os juízes que colaboram em nosso tribunal, Pe. Vicente Ferreira de Lima (Diocese de Divinópolis) e Pe. Geraldo Luiz Alves Silva (Arquidiocese de Juiz de Fora).

Entre os conferencistas convidados estiveram presentes o decano da Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo, Côn. Dr. Martin Segú Girona, e o reitor da Pontifícia Universidade Angélico de Roma, Pe. Dr. Miroslav Konstanc Adam. O encerramento dos Encontros será no sábado, dia 11 de julho.

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O Tribunal em Pouso Alegre

Na Arquidiocese de Pouso Alegre, o Tribunal Eclesiástico de Primeira Instância foi instalado em 20 de dezembro de 2010, sendo o Moderador, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, e o Vigário Judicial, Côn. Vonilton Augusto Ferreira. Sua sede está localizada na Cúria Metropolitana.

A intenção do Tribunal é facilitar o acesso dos fiéis desejosos em regularizar sua situação matrimonial perante a Igreja. Infelizmente ainda há muitas pessoas que desconhecem a existência desse recurso e muitos que conhecem, mas não foram instruídos devidamente sobre sua função.

Com isso, inúmeras pessoas têm sido beneficiadas com a aplicação da justiça e da caridade em seus pedidos de declaração de nulidade matrimonial e também em outras questões solicitadas pelo Moderador do Tribunal, que é o Arcebispo Metropolitano. O Tribunal administra a justiça com prudência, caridade e solicitude pastoral.

Vida para a Vida: memória de Jesus

“Repito: tendo experimentado a redenção em nossa vida pessoal e comunitária, podemos sair a pregar aos outros o que contemplamos” (Lourenço Kearns CSsR, “Ensaios sobre a Redenção”, p. 270).

É desse modo, meus jovens devotos fiéis de Maria Santíssima, que a nossa vivência pode exprimir os frutos que colhemos ao longo do caminho da Fé enquanto buscamos responder o nosso SIM ao projeto do Pai. Trata-se de um redescobrir, de um reinterpretar, assim como de um reorganizar e reviver o que somos em essência: filhos de Deus no Filho Jesus que, ao morrer por nós, deu-nos vida plena! Ele, o Cristo, é Vida para a vida.

Acostumados às quedas, é urgente o nosso reerguimento e a perseverança de prosseguir no caminho. Acovardados pelo sentimento de incapacidade, pela tormenta causada pelo medo e diante da ausência de ousadia, deixamos de nos encorajar e, envoltos pelos falsos amores, cedemos às práticas de não cuidarmos de nada e de ninguém. E nessa desregra nos incluímos. Corremos o risco grave de não cultivarmos a nossa jovialidade.vida_para_a_vida

Eis o caminho à nossa frente, perpassado pela nossa adesão a Jesus, na companhia do Senhor! Trilhá-lo nem sempre é como desejamos, pois muitas pedras, perdas, decepções, desencontros vivemos no caminho de Igreja, de comunidade cristã, de estudos e de convívio com a família. Contudo, há também flores, ganhos, admirações, descobertas e encontros. Aqui estão as memórias de Jesus em nossa existência!

É o mestre Jesus, sentido de nossa juventude, quem nos guia e nos acalenta nas tormentas da peregrinação ao céu e à santidade! A vida é isto: uma memória e não mera exaltação de egoísticas escolhas que trazem, por si só, consequências penosas.

D’Ele brota a confiança, a certeza, a amizade sem rodeios e a coerência em meio às imperfeições de nossa humanidade, pois, afinal de contas, somos um misto de oposições, uma mescla de “ser” e “não ser”, uma obra antiga, aparentemente pronta, porém inacabada, que será concluída na beatífica visão celeste, ou seja, quando nos encontrarmos face a face com Deus.

As memórias nos permitem adentrar nos mais profundos momentos da nossa história. A maior das “anamneses” – este o sinônimo de memória – é celebrar, rezar a vida e viver o que celebramos. Eis o que, sem dúvida, aperfeiçoa o humanamente concebido como “inaperfeiçoável”: o OUTRO e EU.

Todos nós estamos num mundo avesso e ao mesmo tempo correto, porém, repleto de possibilidades. A maior delas é optar por tentar nutrir o caos do cotidiano com aquilo que nos fora ensinado uma vez na última ceia: o AMOR.

Este mandamento original, em palavras e ações, nos possibilita realizar o encontro com as felizes “MEMÓRIAS DE UMA VIDA PARA A VIDA”, a vida de Cristo que perpassa o tempo, o espaço e permanece presente em nós. É a memória que fazemos todos os dias, em todas as missas, em toda a nossa juventude.

 

Pe. Leandro Luís

Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Pouso Alegre/MG

Artigo publicano no Portal A12, em 30 de junho de 2015.

Papa Francisco fala de inclusão social na Bolívia

 

O Papa Francisco chegou à Bolívia na quarta-feira, 8 de julho. Na cidade de La Paz, o Papa foi acolhido pelo presidente Evo Morales, representantes das instituições do país, os bispos da Bolívia e milhares de fiéis.

O Santo Padre declarou grande alegria por estar “neste país de beleza singular, abençoado por Deus nas suas distintas áreas: o planalto, os vales, as terras amazônicas, os desertos, os lagos incomparáveis.” Alegre por estar num país onde não só se fala o castelhano, mas também 36 idiomas nativos, o Santo Padre apresentou-se como hóspede e peregrino: “Como hóspede e peregrino, venho para confirmar a fé dos crentes em Cristo ressuscitado, a fim de que todos nós que acreditamos n’Ele, enquanto peregrinamos nesta vida, sejamos testemunhas do seu amor, fermento de um mundo melhor e colaboremos na construção duma sociedade mais justa e solidária” – declarou o Papa.

O Santo Padre declarou ainda que a Bolívia “tem dado passos importantes na inclusão de amplos setores na vida econômica, social e política do país” e considerou que “a coesão social requer um esforço na educação dos cidadãos”.Papa na Bolívia

Em seguida, o Papa foi a Catedral de La Paz, onde se encontrou com as autoridades da Bolívia. No seu discurso o Papa Francisco começou por afirmar que todos os presentes compartilham a vocação de trabalhar pelo bem comum, tendo citado a definição deste conceito proposta pelo documento conciliar Gaudium et Spes: “o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição”.

Tomando como exemplo a beleza da paisagem natural e arquitetônica da cidade de La Paz, o Santo Padre recordou o conceito de ecologia integral proposto na sua Encíclica Laudato Sí.

O Santo Padre afirmou ainda que “se a política se deixa dominar pela especulação financeira, ou a economia se deixa reger apenas pelo paradigma tecnocrático e utilitarista da produção máxima, não poderão sequer compreender – e muito menos resolver – os grandes problemas que afetam a humanidade.”

É necessária “uma educação ética e moral, que cultive atitudes de solidariedade e corresponsabilidade entre as pessoas” – salientou o Papa que advertiu: “Não nos habituemos ao ambiente da desigualdade confundindo o bem comum com o bem-estar”.

O bem-estar pode levar ao consumismo – disse o Santo Padre – que por sua vez pode criar conflitos e “desintegração social”. Desta forma, os cristãos são chamados na sociedade a serem “fermento no povo”, incentivando “a germinação da espiritualidade” e o “compromisso” nas “obras sociais”.

Em particular, o Papa Francisco sublinhou o papel da família ameaçada por vários problemas sociais e por “pseudo-soluções” que evidenciam uma clara “colonização ideológica”.

Após o encontro com as autoridades da Bolívia o Papa Francisco viajou para a cidade de Santa Cruz de la Sierra.

Informações: Rádio Vaticana

D Majella preside missa em Ação de Graças na Cúria

No dia 8 de julho, às 8h, o arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, presidiu uma missa em Ação de Graças pelo trabalho. A Santa Missa foi celebrada na Capela da Cúria Arquidiocesana e foi concelebrada pelo Vigário Geral, Côn. Wilson Mario de Morais,  pelo Ecônomo, Pe. Omar Aparecido de Siqueira, e pelo Chanceller, Pe. Jésus Andrade Guimarães. Na assembleia litúrgica estavam os colaboradores da Cúria.

Ao final da celebração, D. Majella, falou da importância do trabalho realizado na Cúria na missão evangelizadora.  O arcebispo enfatizou que a Cúria é o coração da Arquidiocese e por isso é preciso incentivar o crescimento espiritual e profissional.

No encerramento da Santa Missa houve a Consagração à Nossa Senhora.

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Basílica de N. Sra. do Carmo celebra festa da Padroeira

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A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Borda da Mata, está celebrando a festa da Padroeira. A novena teve início no dia 7 de julho, na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, com oração do Ângelus, recitação do terço e missa que foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R. Diversos temas têm sido refletidos diariamente na novena que terá seu encerramento no dia 15.

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Programação da Novena da Festa

No dia 16, dia da Padroeira, o Mons. Vonilton Augusto Ferreira, o Pe. José Luiz Faria Júnior e o Pe. Marcos Eduardo Caliari, prepararam uma extensa programação. O dia começa com Missa às 8h e em seguida haverá celebração de batizados. Às 10h30min haverá celebração eucarística que será presidida pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Pouso Alegre, D. Ricardo Pedro Pinto Chaves, O.Praem. Às 15h haverá missa e ás 17h será celebrada a Missa Solene seguida de procissão com a Imagem de Nossa Senhora do Carmo. Após todas as celebrações eucarísticas acontecerá a imposição do Escapulário e Consagração a Nossa Senhora do Carmo.

 

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Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata/MG.

A festa de Nossa Senhora do Carmo

A festa da Padroeira da Ordem Carmelita foi, inicialmente, a da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, a 15 de agosto. Entretanto, entre 1376 e 1386, surgiu o costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, para comemorar a aprovação da regra pelo Papa Honório III, em 1226. Esse costume parece ter-se originado na Inglaterra. E a observância da festa foi fixada para o dia 16 de julho, que é também a data em que, segundo a tradição carmelita, Nossa Senhora apareceu a S. Simão Stock e lhe entregou o escapulário. No início do século XVII ela se transformou em definitivo na “festa do escapulário”, e logo começou a ser celebrada também fora da Ordem e, em 1726, espalhou-se por toda a Igreja do Ocidente, por obra do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção do escapulário ou da visão que teve S. Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas. E o escapulário de Nossa Senhora é mencionado no prefácio especial usado pelos carmelitas nesta festa.

História de Nossa Senhora Do Carmo

nscarmoOs primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias) decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155, dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitavam-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Dedicaram a capelinha à Virgem Maria e sob sua proteção dedicaram-se à imitação de suas virtudes, procurando levar uma vida fixa em Deus. Chamaram a Maria “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a Ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas: Homens simples, irmãos, sem muita instrução. Os peregrinos e cruzados que os visitaram, começaram a chamá-los IRMÃOS DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO. Receberam este titulo por causa da capela dedicada a Maria; figura central na vida daqueles monges, que levavam uma vida contemplativa, a serviço do Senhor, a exemplo de Elias.

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém, homem piedoso e conhecido pela sua sabedoria e prudência. Alberto levando em consideração as tradições deste pequeno grupo de monges escreveu-lhes uma Regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao papa o pedido de aprovação da nova Ordem. No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à ORDEM DOS IRMÃOS DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO. Com esta aprovação os irmãos viveram a sua vida de oração e trabalho, com o ideal de se unir continuamente ao Senhor, a dia todo e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

A sua tranquilidade foi interrompida por ocasião da segunda investida dos mouros, por volta do ano de 1235. Os mouros retornaram a Terra Santa movendo feroz perseguição contra os cristãos. Os carmelitas dividiram-se em dais grupos: um, que Permaneceu no Monte Carmelo; os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e finalmente na Inglaterra, no ano de 1238.

A Aparição de Nossa Senhora em Aylesford, na Inglaterra

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford, onde procuraram imitar a vida deserta do Monte Carmelo. È um lugar de beleza natural, próprio para a prática da oração e a vida de reflexão e meditação. Aqui começa uma nova época da vida dos irmãos dá Virgem Maria.

Na Inglaterra, eles não foram aceitos pelos demais religiosos e eclesiásticos. Vindos de um deserto da Palestina, com suas tradições e hábitos distintos, os outros os menosprezavam dizendo que a Europa já possuía muitas ordens religiosas e não precisava de mais uma. Era uma situação desesperadora para os frades, corriam outra vez o risco de se extinguir como ordem religiosa: primeiro foram os mouros, agora os religiosos. Mas a que os carmelitas queriam era tão somente viver em paz e continuar a sua vida de oração e trabalho. Lutaram de novo pela sua sobrevivência.

Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração. S. Simão era um homem considerado por todos os Irmãos como um homem de intensa oração, de entrega total, devoção e amor á Mãe do Carmelo, a Virgem Maria. Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão, mergulhado na oração, dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal” a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Pediu-lhe que ajudasse a seus irmãos, porque estes sempre se mantinham fiéis a seu serviço e agora necessitavam de sua ajuda. Neste momento, segundo a tradição, rezou esta famosa oração:

“Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propicia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”.

Durante esta oração, apareceu-lhe a própria Virgem Maria, rodeada de anjos. Entregou-lhe a Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe:

“Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disto, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. De toda a Inglaterra, o povo dirigia-se aos carmelitas, pedindo o Escapulário, para poder compartilhar deste favor, de Maria e gozar de sua proteção. Terminou a perseguição, dai por diante ninguém mais se atrevia a molestar a tranqüilidade da Ordem favorecida pela própria Virgem Maria. Forçosamente tinham que aceitar os Irmãos dela.

Atentas á nova realidade ambiental, os Irmãos de Maria começaram a adaptar-se a cultura européia. Mantiveram sempre as suas tradições de oração e união com Deus, e aceitaram pela primeira vez apostolados ativos. Assumiram paróquias e pregaram o evangelho por toda a parte. Mudaram a capa listada por uma capa inteiramente branca, símbolo do Batismo e da alegria da Ressurreição. A fama da ordem cresceu em toda a Europa, cresceu o número de vocações carmelitas e despertou-se o espírito de zelo pela vida religiosa.

Adaptaram o Escapulário grande à uma forma mais pequena para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como, sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

O Escapulário, um sinal Mariano

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O escapulário é um sinal aprovado pela igreja e aceito pela Ordem do Carmo como manifestação extrema de amor a Maria, de confiança filial nela e do compromisso de imitar a sua vida. A palavra “escapulário” indica uma vestimenta que os monges usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo assumiu um significado simbólico: o de carregar a cruz de cada dia, como os discípulos e seguidores de Jesus. Em algumas Ordens religiosas, como no Carmo, o Escapulário tornou-se um sinal da sua identidade e vida. O escapulário simbolizou o vínculo especial dos carmelitas com Maria a Mãe do Senhor, que exprime a confiança na sua materna proteção e o desejo de imitar a sua vida de doação a Cristo e aos outros. Transformou-se assim num sinal mariano.

 Oração à Nossa Senhora do Carmo

Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vósque olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção. Fortificai minha fraqueza, iluminai as trevas do meu espírito e aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.

Ornai minha alma com as graças e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade. Amém!

Informações: Site da Basílica de Nossa Senhora do Carmo de Borda da Mata/MG (http://www.basilicadocarmo.org.br/)

Cambuí está em festa da Padroeira N. Sra do Carmo

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Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí/MG

Desde o dia 1º julho a Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Cambuí/MG está celebrando as festividades da Padroeira. O tema deste ano é “Senhora do Carmo, Rainha da Paz”.

A trezena de Nossa Senhora do Carmo teve início no dia 3 com missas e terços diários e seu encerramento será no dia 15, às 15h. O pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo é o Pe. Jésus Andrade Guimarães e o vigário paroquial é o Pe. Flávio Sobreiro da Costa. Juntamente a comunidade prepararam a festa com rica programação litúrgica.

No dia 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, haverá alvorada festiva às 6h. Logo em seguida às 8h 30 min haverá batizados. Às 10h 30 min será celebrada missa com a presença dos padres do Setor Fernão Dias e convidados. Ao meio dia será rezado o Ângelus com repique dos sinos. Às 14h 30min haverá recitação do terço e logo após, à 15h a Saudação Mariana e consagração, com bênçãos de objetos de piedade.  A missa seguida de procissão terá início às 15h30 min. Haverá também imposição do escapulário do Carmo.

As atividades sociais da festa prosseguem nos dias 18 de julho com leilão dos quadros com fotografias da padroeira, que irá acontecer no Clube Literário de Cambuí, e no dia 19 de julho com Leilão de Bezerros.

As fotos da festa podem ser conferidas no site da Paróquia: http://www.16dejulho.com

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Escapulário do Carmo

Quem segue Jesus e é devoto de Maria Santíssima, caminha a passos seguros no caminho da salvação. O escapulário é sinal da proteção de Maria.

A festa de Nossa Senhora do Carmo é celebrada todo 16 de julho de cada ano, desde 1332, e foi estendida à Igreja Universal no ano de 1726, pelo papa Bento XIII. O papa João Paulo II, ao declarar que usa o escapulário desde suad6369ce568e885c69de4a313e3b833bb juventude, escreve: “O Escapulário é signo de aliança entre Maria e os fiéis. Traduz concretamente a entrega, na cruz, de Maria ao discípulo João”(Jo 19, 25-27).

No século XI, um grupo de homens dispostos a seguir Jesus Cristo, reuniram-se no Monte Carmelo, em Israel. Ali construíram uma capela em honra de Nossa Senhora. Este local é considerado sagrado, desde tempos imemoriais ( Is 33,9;35,2; Mq 7,14), e se tornou célebre pelas ações do profeta Elias (1 Rs 18). A palavra “carmelo” quer dizer jardim ou pomar. Nasciam ali os carmelitas, ou a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Tempos depois, os carmelitas mudaram-se para a Europa e passavam por grandes dificuldades. No dia 16 de julho de 1251, quando rezava em seu convento de Cambridge, Inglaterra, S. Simão Stock, superior geral da Ordem, pediu a Nossa Senhora, um sinal de sua proteção, que fosse visível a seus inimigos.

Recebeu, então, de Nossa Senhora o escapulário, com a promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.

Quem segue Jesus e é devoto de Maria Santíssima, caminha a passos seguros no caminho da salvação. O escapulário é sinal da proteção de Maria.

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Informações: Site da Paróquia Nossa Senhora do Carmo

D. Majella participará de Capítulo Geral das Ir. Lourdinas

O arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, alterou seus compromissos do mês de julho para incluir os dias 14 e 15. Nesta data o arcebispo estará no Capítulo Geral do Instituto das Irmãs da Imaculada Conceição de Nossa Senhora de Lourdes – “Irmãs Lourdinas”, em Monjolos/RJ.

D. Majella permanecerá dois dias com as irmãs, refletindo sobre a espiritualidade do Instituto: “simplicidade e alegria”. O Capítulo Geral do Instituto das “Irmãs Lourdinas” teve início em 2 de julho e seu encerramento se dará no dia 25 de julho.

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Irmãs Lourdinas

Arquidiocese terá duas novas Paróquias

Neste segundo semestre de 2015, a Arquidiocese de Pouso Alegre celebrará a criação de duas novas paróquias, ambas na cidade sede.

No dia 24 de agosto se dará a ereção e posse do pároco da nova Paróquia de Santo Antônio, em Pouso Alegre. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, nomeou para o ofício de primeiro Pároco o Côn. Wilson Mário de Morais, que também é Vigário Geral da Arquidiocese.

Será criada ainda a Paróquia São Francisco de Assis e Santa Clara, em Pouso Alegre.  A ereção da Paróquia e a posse do primeiro pároco acontecerá no dia 04 de outubro. Para o ofício de primeiro Pároco, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, nomeou o Pe. João Luiz Ferreira Peçanha.

A Paróquia de Santo Antônio que compreende área que pertencia a Paróquia Bom Jesus, Catedral Metropolitana, será composta pela tradicional Igreja de Santo Antonio e pelas comunidades de Nossa Senhora Aparecida, Santa Edwiges, Nossa Senhora da Piedade, São Pedro e Santo Expedito.

Já a Paróquia São Francisco de Assis e Santa Clara teve o decreto de quase paróquia assinado em 28 de abril de 2013 e é composta por 17 comunidades já formadas que até então pertenciam à Paróquia Nossa Senhora de Fátima e estão localizadas nos bairros São Francisco e Faisqueira

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Novos 1 parocos
Côn. Wilson e Pe. João Luiz
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Projeto da Igreja da Paróquia de São Francisco e Santa Clara, em Pouso Alegre.
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Paróquia de Santo Antonio, em Pouso Alegre.