D. Majella ordena dois novos diáconos diocesanos

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D. Darci, Marcos Vinícius, D. Majella e Andrey. Foto Jailson Silva

Na manhã de sábado, 28 de novembro, o arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, ordenou dois novos diáconos: Andrey Cássio Nicioli Silva e Marcos Vinícius Silva.

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Marcos Vinícius e Andrey Foto: Jailson Silva

A celebração eucarística, celebrada na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, foi presidida por D. Majella e concelebrada pelo bispo auxiliar de Aparecida/SP, D. Darci Nicioli, e por padres da arquidiocese de Pouso Alegre e de outras dioceses. Também participaram da Missa diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas, familiares, amigos e centenas de fiéis.

Durante o ritual de ordenação, os ordenados colocaram-se diante do Arcebispo para reafirmar seus propósitos e prostraram-se como sinal de total entrega e disposição ao projeto assumido, enquanto a comunidade cantava a ladainha dos santos. Pela imposição das mãos de D. Majella foram ordenados. Logo em seguida, os novos diáconos receberam de seus padrinhos as dalmáticas e as estolas.

Os jovens Andrey e Marcos Vinícius, agora Diáconos, assumem tão nobre missão fortalecidos com o dom do Espírito Santo e se apresentam como verdadeiros discípulos de Jesus, que não veio para ser servido, mas para servir. Ao final, os diáconos agradeceram a todos em um discurso emocionado.

Os novos diáconos escolheram como lema de sua ordenação “Meu coração ordenai para vós, ó Senhor” (Sl 85, 11b).

Encontro sobre CF 2016 reúne 63 participantes

IMG-20151130-WA0003A Comissão do Compromisso Sociotransformador (CCST) realizou no dia 29 de novembro o encontro de formação sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016.IMG-20151130-WA0002

O arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, esteve no encontro que reuniu 63 agentes das paróquias da Arquidiocese.

Os participantes assistiram à palestra e puderam participar das reflexões propostas pela Prof.ª Suzana Coutinho, sobre o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade”. Eles também puderam assistir a palestra de João Mauro Bernardo, que integra a Comissão.

A organização do evento coube ao coordenador da Comissão do Compromisso Sociotransformador (CCST), Pe. Mauro Ricardo de Freitas.

 

 

Arcebispo participa da Festa da Padroeira em Monte Sião

12289618_1524308197880799_2965544795374889665_nNo dia 27 de novembro, o arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, esteve em Monte Sião participando das diversas festividades em honra a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Pela manhã o arcebispo acolheu os peregrinos que voltavam de Aparecida/SP a pé. Após uma peregrinação de 5 dias, os 160 homens foram recepcionados no trevo por D. Majella, padres e toda a comunidade e juntos caminharam até o Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Em seguida, aconteceu a Celebração Eucarística, com a presença de D. Majella e que foi presidida pelo Pe. Reinaldo dos Santos, que é pároco em Conceição dos Ouros e é natural de Monte Sião. Também concelebraram os padres das paróquias integrantes do setor Mogi.

Às 16h, D. Majella presidiu a missa de apresentação dos novos coroinhas da Paróquia.  No final da tarde, foi celebrada a Santa Missa Solene da Festa da Padroeira e em seguida toda a comunidade seguiu em procissão luminosa até a Praça, onde houve o Evangeliza Show, com a cantora Olívia Ferreira.

CNBB promove Campanha para a Evangelização 2015

Campanha Evangelização

Em sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que acontecerá de 8 de dezembro deste ano até 20 de novembro de 2016, o Campanha para a Evangelização 2015 traz como lema “Sede Misericordiosos”. O slogan da Campanha é “Evangeli.Já”, que faz referência à palavra evangelizar e mostra a urgência da evangelização e da cooperação de todos.

O início da Campanha será na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo e se estenderá até o terceiro domingo do Advento. A Campanha é uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e foi criada em 1998 para servir as atividades pastorais da Igreja. É articulada pela Comissão Episcopal para a Campanha para a Evangelização da CNBB e acontece em todas as arqui (dioceses) do país.

Este ano, a mobilização nacional promoverá iniciativas que visam refletir com a comunidade sobre a importância da acolhida e do perdão. “Queremos, pois, destacar que Evangelização e Misericórdia são duas faces de uma mesma ‘moeda’: evangelizar é anunciar a misericórdia divina; fazer experiência dessa misericórdia é entrar no coração do Evangelho”, explica o arcebispo de Salvador e vice-presidente da CNBB, D. Murilo Krieger.

O lema escolhido também volta-se para o tempo litúrgico do Advento, período de preparação para o Natal, e início do Jubileu da Misericórdia. “É preciso levar em conta que no dia 8 de dezembro, o papa Francisco abrirá o Ano da Misericórdia. No domingo seguinte, quando este mesmo Ano Jubilar estiver sendo aberto nas dioceses, estaremos no ponto alto da Campanha para a Evangelização” comenta o primaz do Brasil, D. Murilo.

Durante esses anos, inúmeros projetos foram atendidos com os recursos das coletas da Campanha para a Evangelização. Dom Murilo destaca que essas iniciativas sociais são frutos dos trabalhos das dioceses por todo o Brasil.

Coleta nacional

A Campanha para a Evangelização mobiliza, anualmente, as comunidades a assumirem a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil.

O ponto alto da Campanha será a coleta realizada nas missas e celebrações do domingo, 13 de dezembro.  A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os regionais da CNBB; e os demais 35%, para a CNBB Nacional. As doações, em caráter individual, também podem ser feitas pelo site: www.evangelija.com.

Papa Francisco encerra visita a África

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O papa Francisco chegou na manhã deste domingo, 29 de novembro, à República Centro-Africana, última etapa de sua viagem na África. Na capital Bangui, Francisco foi recebido pela chefe de Estado interina, Catherine Samba-Panza, que também é vice-presidente da Associação de Mulheres Juristas Africanas. Catherine, prefeita de Bangui durante o conflito armado ocorrido entre 2012 e 2013, foi escolhida para governar a fase de transição do país após a guerra civil até as eleições presidenciais, que deverão ocorrer no próximo mês.

Ao encontrar-se com a classe dirigente e o corpo diplomático, Francisco disse estar naquele país como “peregrino da paz e apóstolo da esperança”, em um momento em que a República Centro-Africana segue rumo à normalização de sua vida social e política. “Desejo ardentemente que as diferentes consultas nacionais que se realizarão nas próximas semanas permitam ao país entrar com serenidade em uma nova etapa de sua história”, expressou.

Na ocasião, papa recordou o lema da República Centro-Africana, “Unidade, Dignidade e Trabalho”. “Hoje, mais do que nunca, esta trilogia expressa as aspirações de todos os centro-africanos e, portanto, é uma bússola segura para as autoridades que guiam os destinos do país. (…) São três palavras cheias de significado, cada uma das quais representa mais uma obra por fazer do que um programa acabado, uma tarefa que deve ser levada adiante sem cessar”.

A respeito da unidade, Francisco disse que é um valor fulcral para a harmonia dos povos. “Trata-se de viver e construir a partir da maravilhosa diversidade do mundo circundante, evitando a tentação do medo do outro, de quem não nos é familiar, de quem não pertence ao nosso grupo étnico, às nossas opções políticas ou à nossa confissão religiosa”, completou.

Definiu a dignidade “como valor moral, sinônimo de honestidade, lealdade, garbo e honra, que caracteriza homens e mulheres conscientes tanto dos seus direitos como dos seus deveres e que os leva ao mútuo respeito”. Pediu a quem tem meios para levar uma vida decente para que procure ajudar os mais pobres a terem condições de vida respeitosas da dignidade humana. Citou o acesso à instrução, à assistência sanitária, a luta contra a desnutrição como desenvolvimento cuidadoso da dignidade humana.

A respeito do trabalho, lembrou que a República Centro-Africana está situada numa área considerada como um dos dois pulmões da humanidade, devido à riqueza de biodiversidade. “A tal propósito, a que já me referi na Encíclica Laudato si’, chamo a  atenção de todos – cidadãos, responsáveis do país, parceiros internacionais e sociedades multinacionais – para a grave responsabilidade que vos cabe na exploração dos recursos ambientais, nas opções e projetos de desenvolvimento que, de uma forma ou outra, afetam a terra inteira. O trabalho de construção de uma sociedade próspera deve ser uma obra solidária”, afirmou.

Evangelização

Francisco disse, ainda, que a “história da evangelização e a história sociopolítica do país dão testemunho do compromisso da Igreja na linha destes valores da unidade, da dignidade e do trabalho”.  Recordou os pioneiros da evangelização na República Centro-Africana e os bispos que hoje atuam no país. “Com eles, renovo a disponibilidade da Igreja presente nesta nação a contribuir cada vez mais para a promoção do bem comum, nomeadamente através da busca da paz e reconciliação”, falou.

Ao final do discurso, expressou a alegria de visitar o país, “pátria de um povo profundamente religioso, com um rico patrimônio natural e cultural”. “Nele vejo um país cumulado dos benefícios de Deus. Possa o povo centro-africano, bem como os seus dirigentes e todos os seus parceiros apreciar, no seu justo valor, estes benefícios, trabalhando sem cessar pela unidade, a dignidade humana e a paz fundada na justiça”, desejou.

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Porta Santa da Misericórdia

O Papa Francisco abriu a Porta Santa da Catedral de Bangui na tarde deste domingo. Nas palavras pronunciadas antes da abertura solene o Santo Padre declarou Bangui a capital espiritual do mundo naquele dia 29 de novembro. O Papa disse “Bangui torna-se a capital espiritual do mundo, peçamos todos paz, misericórdia, reconciliação, perdão, amor”.

Francisco deu, assim, início ao Jubileu da Misericórdia em Bangui. Em seguida celebrou a Missa na Catedral com bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas da República Centro Africana.

O Papa Francisco rezou por todos os países que sofrem pela guerra e pediu a paz. O Sumo Pontífice pediu que todos repetissem: “doyé siriri” (dá-nos a paz).

Fonte: Rádio Vaticana e CNBB

Cardeal Hummes entrega petição a autoridades da COP 21

cardealhummes_cop21O arcebispo emérito de São Paulo (SP) e presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), cardeal Cláudio Hummes, entregou às autoridades das Nações Unidas e do Governo Francês petição assinada por cerca de 1,8 milhão de pessoas de diversas partes do mundo, que clamam por justiça e por uma ação climática a favor da humanidade e de toda a criação. As assinaturas foram coletadas pelo Movimento Católico pelo Clima. Participaram do ato de entrega, ocorrido ontem, 28, na basílica de Saint Dennis, em Paris,  além dos líderes do Movimento, membros da Repam, Cáritas Internacional e líderes religiosos de diversos credos do mundo.

Na ocasião, dom Cláudio afirmou que “a paz e a proteção da criação são objetivos que sempre estão juntos e que em Paris e em muitas cidades do mundo estão os ativistas católicos juntando suas mãos com muitos irmãos e irmãs de diversas religiões e comunidades de fé, clamando justiça pelo planeta, pelos pobres, pelos indígenas e pelas gerações futuras”.

A petição teve como inspiração a encíclica do papa Francisco, Laudato Si’, e apela às autoridades para que “reduzam drasticamente as emissões de carbono de modo a manter o aumento da temperatura global abaixo do limite perigoso de 1,5 graus Celsius, e para ajudar os pobres do mundo a enfrentar os impactos da mudança climática”.

Segundo o cardeal, os que firmaram a petição conhecem os impactos. “Porque os combustíveis fósseis aumentaram a cobertura natural do dióxido de carbono em torno do planeta; nossa atmosfera retém agora, cada vez mais, a energia solar. Essa realidade agrava-se, com a devastação das florestas de nosso planeta, como nas bacias do rio Amazonas e do rio Congo, que conheci diretamente por meio do meu trabalho com a Repam. Com a perda de tanta área florestal maravilhosa, pela atividade humana, nosso planeta perde a capacidade de absorver o dióxido de carbono”, explicou.

Dom Cláudio disse, ainda, que muitas comunidades, “especialmente as mais vulneráveis, sentem os resultados do aguilhão da seca, da devastação das inundações súbitas e violentas, do desaparecimento das espécies nas águas onde as famílias pescavam durante séculos”.

O arcebispo recordou a oração de São Francisco e falou que ela não é passiva. “Nos pede para viver os caminhos de Deus, semear sua presença dentro da história humana. Ela exige coragem de viver o amor a tudo o que Deus criou”, acrescentou.

Ao final expressou alegria por estar junto dos “irmãos e irmãs católicos no clamor aos negociadores da da  21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21)  para que desenvolvam os marcos internacionais necessários para uma justiça climática e, também, para alcançar a prudência e a firmeza que, com a graça de Deus, protegerão a criação e ajudarão a trazer a paz a todo o mundo”.

A COP21 ocorre de 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris, na França.

Postado pela CNBB, com informações e foto da Repam (www.redamazonica.org)

Mensagem de D. Majella ao povo de Deus de Jataí/GO

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Catedral do Divino Espírito Santo, em Jataí/GO

Por ocasião da nomeação pelo Papa Francisco de Mons. Nélio Domingos Zortea, como bispo da vacante diocese de Jataí (GO), ocorrida no dia 18 de outubro, o arcebispo de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., enviou uma mensagem aos Padres, Diáconos, Consagrados e Consagradas, Seminaristas e Vocacionados e também aos Leigos e Leigas da Diocese de Jataí/GO.

Confira a íntegra da mensagem:

Aos Padres, Diáconos, Consagrados e Consagradas, Seminaristas e Vocacionados
Aos Leigos e Leigas da Diocese de Jataí

Queridos irmãos,
filhos e filhas da Igreja que está em Jataí:
Servir por amor 

                 É com muita alegria que recebo hoje, dia 18 de novembro de 2015, o anúncio de que a Diocese de Jataí recebe o seu novo bispo. A nomeação do Monsenhor Nélio Domingos Zortea, do clero da Arquidiocese de Cascavel, PR, como o 6º bispo diocesano de Jataí, pelo Papa Francisco, vem atender as nossas insistentes e persistentes orações ao Senhor que, desde maio de 2014, quando foi publicada a minha transferência para a Arquidiocese de Pouso Alegre – MG, iniciamos com confiança e coragem ao Senhor Jesus para que diante do Pai mostrasse-Lhe no tempo que Lhe fosse propício um novo pastor a esta Igreja particular. Chegou o momento de Deus. Acolhemos com alegria e o bendizemos com louvores.

Expresso o meu agradecimento ao Papa Francisco com esta nomeação. Reconhecimento à dedicação de Dom Joaquim Carlos Carvalho, OSB que como Administrador Diocesano cuidou do Corpo de Cristo que é o Povo de Deus que está na Igreja de Jataí, dirigindo-o ao caminho da salvação orando incessantemente por esta Igreja. Dom Joaquim realizou a missão de estar entre vocês como servidor. Mostrou-se misericordioso para com todos, em especial os padres, os seminaristas, os pobres, doentes e necessitados, procurando as ovelhas perdidas com amor e bondade a exemplo de nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

Desejo dirigir uma palavra especial aos presbíteros, os padres que Deus colocou nesta Igreja. Pelo pouco da nossa convivência sei que é com dedicação que vocês consagram suas vidas ao rebanho para serem testemunhas vivas do Bom Pastor. Vós sois “testemunhas do sofrimento de Cristo e participantes da glória que vai ser revelada” (1Pd 5,1). Durante todos esses meses vocês confiaram em Jesus, ele é o sacerdote. E isto nos dá confiança, nos dá coragem de rezar. A generosidade e o desprendimento fizeram de vocês modelo para o rebanho. Peço a todos a caridade de ajudarem ao Mons. Nélio Domingos a ser o vosso bispo, um bispo segundo o coração de Jesus, como ajudaram a mim a sair de mim mesmo rumo ao irmão necessitado deste Sudoeste goiano, ao doente, ao pobre, ao explorado; a entrar no caminho da paciência.

A todos os consagrados e consagradas que trabalham e gastam a sua consagração nesta amada diocese de Jataí continuem dedicando suas vidas a Deus e aos irmãos, dentro do carisma específico na Igreja e como sinal para a sociedade. Favoreçam cada vez mais, junto ao Mons. Nélio um equilíbrio harmonioso entre o desenvolvimento espiritual de atividade e de oração e, obediência, com perseverança.

Aos leigos desta Igreja particular abraço com estima e agradeço a persistência da oração e a perseverança na fé. A todos que lideram comunidades cristãs, organizam a liturgia e a celebração. Ou seja, os que exercem uma ação transformadora sobre o mundo, atuando desde dentro da Igreja. Sabemos que “a Igreja não vive plenamente, nem é o sinal perfeito de Cristo entre os homens se, com a Hierarquia, não existe e trabalha um Laicato autêntico” (AG, 21). Continuem fervorosos discípulos missionários do Evangelho. Amem nossa Igreja e seus presbíteros. Lutem com Dom Nélio Domingos nas orações que vocês dirigem a Deus (cf. Rm 15,30), como assim fizeram comigo ensinando-me a “viver a vida como um dom” a dar aos outros; a cultivar um coração que seja capaz de servir por amor, com humildade, com mansidão, mas sempre grande que seja capaz de amar.

Louvo a Deus e agradeço também pelo sim que Mons. Nélio Domingos pronunciou ao ser chamado pelo Espírito Santo através da Igreja para essa missão de estar a serviço dos outros, para guardar, edificar e defender o povo. Manifesto nossa expectativa pelo fecundo trabalho que irá realizar, e asseguro-lhe toda a colaboração que se fizer necessária de nossa parte em vista do êxito de sua missão.

Unido ao querido povo da diocese de Jataí em ação de graças a Deus pela graça de receber um novo Pastor, louvemos ao Senhor por todos esses dons que a diocese recebe, e que todos nos ajudem a viver ainda mais a nossa caminhada na busca de uma “igreja em saída” e da santidade.

Que a alegria, a oração de louvor por este momento, nos façam fecundos.
A todos concedo a bênção,

 

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

Professor da Facapa é nomeado para Comissão Episcopal

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Prof. Dr. Pe. Adriano São João

O Prof. Dr. Padre Adriano São João que é coordenador do Curso de Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre (Facapa) e pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, foi escolhido para integrar a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Ao Grupo Interdisciplinar de Peritos cabe emitir pareceres sobre o aspecto doutrinal de publicações que forem submetidas ao exame da Comissão Episcopal e de propostas de publicação pelas Edições CNBB. Também compete ao grupo reunir-se anualmente para aprofundar sobre temas teológicos que tenham incidência sobre a vida da Igreja. Em vista alguma publicação que pareça oportuna por parte da Comissão Episcopal, os membros do grupo poderão ainda integrar uma equipe de redação.

Fonte: site da Facapa

Nota da CNBB sobre a tragédia ocorrida em Mariana

Coletiva26nov_interna_MarianaPresentes na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), os bispos que compõem a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e os presidentes das Comissões Episcopais de Pastoral da entidade aprovaram uma nota sobre o rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido no dia 5 de novembro, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). No texto, os bispos dizem que “a atividade mineradora no Brasil carece de um marco regulatório que tire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente com a consequente destruição da biodiversidade”.

A nota foi apresentada pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, em entrevista coletiva à imprensa. Perguntado sobre o papel da fé na reconstrução da vida das pessoas, dom Leonardo falou da ruptura da cultura local e das relações ali estabelecidas com os ambientes de celebração religiosa e nas casas, de onde as pessoas foram “arrancadas”. A partir daí, explicou como a vivência da fé pode “ajudar muito, não para minimizar o drama e a dor, mas para poder construir esperança”.

“O homem e a mulher da fé vislumbram mais do que o imediato. O homem e a mulher da fé conseguem caminhar mesmo em cima da lama e dos dejetos da mineradora. O homem e a mulher da fé, porque tem olhos para além do imediato, conseguem perceber uma possibilidade de reconstrução inclusive das suas próprias relações. Eu considero a fé muito importante, normalmente essas pessoas não são levadas ao desespero, mas têm alma, desejo, futuro”, disse dom Leonardo.

Lucro

Ao lembrar as considerações do papa Francisco na encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum, os bispos afirmam ser preciso “colocar um limite ao lucro a todo custo que, muitas vezes, faz negligenciar medidas de segurança e proteção à vida das pessoas e do planeta”. A nota ainda destaca a necessidade de profunda reflexão sobre o desenvolvimento em curso no país.

Estado

Os bispos alertam, ainda, ser “dever moral do Estado fiscalizar a atividade mineradora e aplicar, com rigor, a lei, aperfeiçoando-a nos pontos em que se mostrar insuficiente ou falha”. Aos membros do Congresso Nacional é dada a indicação de que “cabe a responsabilidade ética de rever o projeto do novo Código de Mineração, em tramitação na Câmara dos Deputados, a fim de responder às exigências para uma mineração que leve em conta a preservação da vida em todas as suas dimensões”. “Os legisladores não podem se submeter ao poderio econômico das mineradoras”, diz o texto.

Para dom Leonardo Steiner, o novo código de mineração brasileiro deve levar em consideração o impacto ambiental que pode causar no local de exploração e os benefícios às comunidades ali residentes. “Esses são os dois elementos que a CNBB sempre insistiu, para que haja haver uma modificação no Código da Mineração. É claro que as mineradoras vão sempre forçar uma diminuição da exigência ambiental e do benefício que as comunidades teriam direito. Por exemplo, termina a mineração em um determinado lugar e não se criou nenhuma possiblidade de uma vida melhor para aquela população, não houve consequência de melhora de estilo de vida e a população, digamos assim, nem mesmo usufruiu do lucro das mineradoras”, explica o bispo.

Consep

Durante a entrevista coletiva, dom Leonardo também apresentou as atividades do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), que esteve reunido nos dias 24 e 25 de novembro para tratar do Plano Quadrienal da Conferência. Este plano possui os projetos das Comissões Episcopais de Pastoral para os próximos quatro anos e foi elaborado a partir das sugestões dos regionais da CNBB.

Íntegra da Nota.

Leia a nota da CNBB sobre o rompimento da barragem de fundão na íntegra:

 

 

NOTA DA CNBB SOBRE O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO

P – Nº. 0863/15

        “Toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto” (Rm 8,22)

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília dias 24 e 25 de novembro de 2015, manifesta sua profunda solidariedade aos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco Mineradora, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana-MG. Com o mesmo sentimento expresso pela nota da Presidência da CNBB em solidariedade à Arquidiocese de Mariana, emitida no dia 11 de novembro, assistimos, atônitos e indignados, ao rastro de destruição e morte, consequência dessa tragédia, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, cujas causas devem ser rigorosamente apuradas e os responsáveis obrigados a reparar os danos causados.

As vidas dos trabalhadores e moradores tragadas pela lama, bem como a fauna e flora destruídas exigem profunda reflexão acerca do desenvolvimento em curso no país. É preciso colocar um limite ao lucro a todo custo que, muitas vezes, faz negligenciar medidas de segurança e proteção à vida das pessoas e do planeta. Com efeito, lembra-nos o Papa Francisco que “o princípio da maximização do lucro, que tende a isolar-se de todas as outras considerações, é uma distorção conceitual da economia” (Laudato Si, 195).

A atividade mineradora no Brasil carece de um marco regulatório que tire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente com a consequente destruição da biodiversidade. Urge recordar que “o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos” (Laudato Si, 95). Lamentavelmente, esta grave ocorrência nos faz perceber que este princípio não é levado em conta pelo atual desenvolvimento que tem o mercado e o consumo como principal finalidade.

As consequências do desastre ecológico são incalculáveis e os danos só serão reparáveis a longo prazo em toda a Bacia do Rio Doce. É dever moral do Estado fiscalizar a atividade mineradora e aplicar, com rigor, a lei, aperfeiçoando-a nos pontos em que se mostrar insuficiente ou falha. Aos parlamentares cabe a responsabilidade ética de rever o projeto do novo Código de Mineração, em tramitação na Câmara dos Deputados, a fim de responder às exigências para uma mineração que leve em conta a preservação da vida em todas as suas dimensões. Os legisladores não podem se submeter ao poderio econômico das mineradoras. A vida, o trabalho, a história e os sonhos que foram destruídos sejam motivos para que fatos como este não se repitam.

O Deus de amor, que nos enche de esperança e força, ajude os atingidos nos caminhos de reconstrução da vida por meio da justiça que lhes restaure o que perderam. Nossa Senhora Aparecida, mãe atenta à aflição de seus filhos, interceda por todos junto a Jesus Cristo.

Brasília, 25 de novembro de 2015

 

Dom Sergio da Rocha                            Dom Murilo S. R. Krieger

           Arcebispo de Brasília-DF                  Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Presidente da CNBB                              Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB

CNBB divulga nota contra a privatização do sistema prisional

Coletiva26nov_interna_carcerariaO bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Leonardo Ulrich Steiner, apresentou à imprensa, na tarde desta quinta-feira, 26, nota contra a privatização do sistema prisional. O texto foi aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da entidade, em reunião realizada nos dias 24 e 25 de novembro. Considerando que o atual sistema prisional mostra-se falido e incapaz de cumprir suas finalidades institucionais, o texto alerta que tal ineficiência “não pode levar à privatização”.

Durante a última reunião do Consep, o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, Paulo Cesar Malvezzi Filho, apresentadou aos bispos a luta da Pastoral Carcerária contra a pressão de grupos econômicos no Senado Federal para a aprovação do PLS 531/2011, que estabelece normas gerais para a contratação de parceria público-privada para a construção e administração de estabelecimentos penais. Segundo Paulo, nos presídios onde a privatização ocorreu as condições pioraram.

Leia a nota da CNBB na íntegra:

 

NOTA DA CNBB CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL

P – Nº. 0878 /15

“Eu estava na prisão, e fostes visitar-me” (Mt 25,37)  

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília, nos dias 24 e 25 de novembro de 2015, acompanha, com preocupação, a tramitação, no Senado Federal, do PLS n.º 513/2011 que estabelece normas gerais para a contratação de parceria público-privada para a construção e administração de estabelecimentos penais.

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, a população carcerária do Brasil ultrapassa o número de 600 mil pessoas. Percebem-se escassos sinais de melhoria que atendam à finalidade de reinserção social dos apenados. Ainda permanecem graves violações de direitos e garantias fundamentais.

O atual sistema prisional, competência do Estado brasileiro, mostra-se falido e incapaz de cumprir suas finalidades institucionais.

Afirma o Papa Francisco e nós bispos com ele: “É doloroso constatar sistemas penitenciários que não buscam curar as chagas, sarar as feridas, gerar novas oportunidades. (…). É sempre mais fácil encher os presídios do que ajudar a andar para frente quem errou na vida (…). Neste período de detenção, de modo particular, é necessária uma mão que ajude a reintegração social, desejada por todos: reclusos, famílias, funcionários, políticas sociais e educativas. Uma reintegração que beneficia e eleva o nível moral de todos” (Papa Francisco).

A ineficiência do sistema prisional não pode levar à privatização. O ser humano jamais pode ter sua dignidade aviltada, pois lucro e pena não combinam. Um sistema carcerário privatizado abre possibilidades para mais e maiores penas.

Portanto, os Bispos deste Conselho manifestamos nossa rejeição ao PLS n.º 513/2011 e às propostas tendentes à privatização do sistema prisional brasileiro ou de parte dele.

Pedindo ao Pai de bondade sua proteção misericordiosa para todos, manifestamos nosso apoio irrestrito à Pastoral Carcerária, em sua missão de anunciadora da Boa Nova e defensora da dignidade da pessoa encarcerada.

Brasília, 25 de novembro de 2015

 

Dom Sergio da Rocha                            Dom Murilo S. R. Krieger

           Arcebispo de Brasília-DF                  Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

Presidente da CNBB                              Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília-DF

Secretário-Geral da CNBB