Pastoral Arquidiocesana prepara abertura oficial do Ano Catequético

Pastoral Biblico catequetica

A Pastoral da Animação bíblico-catequética está preparando um momento celebrativo para marcar a abertura oficial do Ano Catequético na Arquidiocese de Pouso Alegre.

O Assessor espiritual da pastoral, Pe. Tiago Silva Vilela, enviou a todos os catequistas arquidiocesanos a mensagem de saudação de início de ano, comunicando a todos que por sugestão do arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, este ano novamente será realizada a Abertura oficial, a qual ocorrerá nos dias 13 e 14 de fevereiro.

A carta enviada às Paróquias também contém um roteiro de celebração, o qual pode ser adaptado à realidade de cada local. Leia a carta na íntegra: Celebração para o Início do Ano Catequético 2016.

A Pastoral da Animação bíblico-catequética, a partir deste ano, conta com nova coordenação arquidiocesana. Após profícuos trabalhos a frente da Pastoral, Rita de Cássia Pereira Rezende passou a coordenação para Maria Cristina Souza Faria.

D. Majella e bispos do Brasil visitam o Museu do Amanhã

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O Curso Anual dos Bispos do Brasil é promovido com a finalidade de proporcionar um momento de formação, partilha e convivência entre o episcopado brasileiro. Tendo em vista esse objetivo, na manhã desta quarta-feira, 27 de janeiro, os participantes da 25ª edição do encontro realizaram um passeio pela cidade do Rio de Janeiro e visitaram o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, Zona Portuária da cidade. O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, que participa do Curso Anual também visitou o Museu.

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D. Majella (à direita) assiste à explicação no Museu

Novo ícone da Região Portuária, o Museu do Amanhã conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e dados divulgados por instituições do mundo inteiro. Traz à cidade, pela primeira vez, o conceito de museu experiencial, no qual o conteúdo é apresentado de forma sensorial, interativa e conduzido por uma narrativa. O espaço examina o passado, apresenta tendências do presente e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.

“É uma honra e um prazer receber os bispos do Brasil aqui e eles vão poder ver toda a complexidade e a beleza desse museu, além também de poder conferir a exposição que é colocada e que nós chamamos de “Longa Duração”, uma exposição que fala desde a nossa criação até os dias futuros que nós chamamos de um amanhã. O Museu do Amanhã diz respeito à vida que nós queremos nesse horizonte próximo de trinta, quarenta anos à frente e como nós queremos chegar neste futuro”, disse o diretor geral do museu, Ricardo Piquet.Bispos_no_Museu do_Amanha

Erguido no Porto Maravilha e projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava sobre a Baía de Guanabara, o Museu do Amanhã foi inaugurado pela Prefeitura do Rio no dia 19 de dezembro de 2015. Âncora cultural do projeto de revitalização da Região Portuária, o museu é o símbolo mais eloquente do renascimento de uma área de cinco milhões de metros quadrados, parte da história do Rio e que enfrentava décadas de atraso e abandono.

“Eu acho que o Museu do Amanhã é um ícone de uma revitalização dessa região central da cidade, o Rio que transforma o seu Centro. Você tem aqui o museu de ciências que discute o amanhã, as questões de sustentabilidade, o que queremos para o nosso futuro, essa relação do homem com o ambiente… É um museu de ciências super interessante e de uma experiência incrível, inclusive, o arquitetônico da obra é algo também fantástico. É um museu diferente do que a gente está acostumado a ver no Brasil”, destacou o prefeito Eduardo Paes.

Bispos_no_Museu_do_AmanhaOs bispos aprovaram não só o museu, mas também a revitalização da Praça Mauá:

“Este Museu do Amanhã é uma grande obra e um grande benefício também para a cidade do Rio de Janeiro, tendo em vista toda esta revitalização da Praça Mauá. Agradeço pela possibilidade de viver este momento e conhecer esta magnífica obra que a todo o momento interage com os seus visitantes”, pontuou o bispo da Diocese de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos.

“É um momento extraordinário esta visita aqui ao museu. Nós nos damos conta daquilo que a vida é, como ela se movimenta, como ela é dinâmica, como é grande… E isso nos convida a pensar na nossa própria vida e a nos envolver também com este mistério da vida”, ressaltou o bispo da Diocese de Barreiras, na Bahia, Dom Josafá Menezes da Silva.

Fonte: Site da Arquidiocese de São sebastião do Rio de Janeiro

Livro “Querido Papa Francisco” será lançado

QueridoPapaFrancisco_PortadaLibro_220116Crianças do mundo inteiro escreveram ao Papa Francisco para saber sua opinião sobre diferentes temas, como o que Deus fazia antes da criação do mundo, por exemplo.

No mês de março, estará à venda o livro “Querido Papa Francisco” no qual será possível ler as respostas a estas e outras interrogações.

O livro, um projeto da editoria Loyola Press dos jesuítas nos Estados Unidos, reúne 30 cartas de crianças entre 6 e 13 anos, de 259 recebidas enviados de 26 países diferentes, como Albânia, China, Nigéria e Filipinas.

O Pe. Antonio Spadaro, diretor da revista “La Civiltà Cattolica”, se reuniu com o Papa na Casa Santa Marta, onde o Sumo Pontífice respondeu às perguntas das crianças. “Estas perguntas são difíceis”, expressou o Santo Padre sorrindo em uma ocasião.

O texto será apresentado ao Santo Papa no próximo dia 22 de fevereiro em um encontro privado com ele, informou a Rádio Vaticano em sua edição em italiano. O livro será publicado na Itália três dias depois deste encontro e no dia 1º de março no resto do mundo.

Outra pergunta feita ao Santo Padre foi “Sabe por que alguns pais discutem?”. “Todos nós discutimos. Todos somos humanos (…). É normal”, responde o Papa. “Mas existe uma fórmula mágica para resolver estas desavenças. Os pais devem tentar nunca terminar o dia sem fazer as pazes”, acrescenta.

Em novembro do ano passado, foi publicado também na Itália o livro “Cartinhas para o Papa Francisco” (Letterine a Papa Francesco), editado pela vaticanista Alessandra Buzzetti, que teve a oportunidade de ler muitas das cartas que as crianças escreveram e enviaram ao Pontífice de diferentes lugares do mundo.

O Papa Francisco também aprovou a realização da publicação e pediu que o dinheiro arrecadado por meio das vendas do livro seja destinado a Fundação Dispensário Pediátrico de Santa Marta no Vaticano, que há noventa anos oferece assistência, inclusive médica, a crianças e recém-nascidos de famílias em dificuldade.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma

Papa Quaresma

Foi publicada nesta terça-feira dia 26 de janeiro a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano de 2016. Partindo da passagem do Evangelho de S. Mateus que nos diz: “Prefiro a misericórdia ao sacrifício” a mensagem propõe as obras de misericórdia no caminho jubilar.

“A misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio” – diz o Santo Padre na sua Mensagem que recorda a iniciativa dos Missionários da Misericórdia como sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

“O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel” – diz o Papa na sua Mensagem que sublinha que “na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade.”

“Este drama de amor” – escreve ainda o Papa – “alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada.

Desta forma – salienta o Santo Padre – “em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele”.

Segundo o Papa Francisco “a misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. A Quaresma deste Ano Jubilar “é um tempo favorável” – escreve o Papa – “para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas” – diz o Papa na sua Mensagem para a Quaresma concluindo com um pedido e uma palavra para a intercessão de Maria, Mãe de Jesus:

“Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).”

Leia abaixo o texto na íntegra:

 

“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13)
As obras de misericórdia no caminho jubilar

  1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada

Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

  1. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia

O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.

Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.

Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

  1. As obras de misericórdia

A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.

Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem atualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os ouçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta ativa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).

Vaticano, 4 de Outubro de 2015.
Festa de S. Francisco de Assis
Francisco

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Fonte: Rádio Vaticana e News.va

Abertura solene da CF 2016 acontece na Facapa

Banner convite abertura CF 2016No próximo dia 10 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, acontecerá a abertura solene, em âmbito arquidiocesano, da Campanha da Fraternidade do ano de 2016, com a presença do arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR. A solenidade está marcada para as 15 h e será realizada no Auditório da Faculdade Católica de Pouso Alegre (Facapa).

A Arquidiocese de Pouso Alegre, em comunhão com toda a Igreja do Brasil, realizará as reflexões em torno da temática proposta pela Campanha da Fraternidade 2016, cujo tema deste ano é “Casa Comum, nossa responsabilidade”.

Os membros da Comissão do Compromisso Sociotransformador (CCST), que tem como coordenador arquidiocesano o Pe. Mauro Ricardo de Freitas, estão preparando a solenidade de abertura com a intenção de partilhar as intenções da Campanha deste ano com membros do poder público, educadores, educandos e leigos e leigas da arquidiocese.Carta Convite abertura CF-2016

O objetivo da Campanha deste ano é “Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
Tradicionalmente, o tema proposto pela Campanha norteia as reflexões durante o tempo quaresmal para os católicos. Porém, neste ano, foi pensada juntamente com outras denominações religiosas, tornando-se Ecumênica.

Na carta convite que foi enviada a toda a comunidade, Pe. Mauro Ricardo afirma “assim, abrangeremos vários segmentos de nossa sociedade, diante da relevância do assunto, já que o índice de desenvolvimento do Saneamento no Brasil foi de 0,581, inferior a vários países da América do Sul. Em nossa região, 60% da população é atendida pela distribuição de água e coleta de esgoto, e poucas cidades destinam corretamente o lixo, segundo dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM)”.

 Serviço

Abertura Solene Campanha da Fraternidade 2016

Data: 10 de fevereiro (quarta-feira)

Horário: 15h

Local: Auditório da FACAPA (Faculdade Católica de Pouso Alegre)

Endereço: Av. Mons. Mauro Tommasini, 75 – Bairro São Carlos – Pouso Alegre.

Confirmação de presença até 6 de fevereiro: Por telefone (35) 3421-1248 com Cristina ou e-mail: [email protected]

Diocese de Guaxupé celebra seu centenário

Diocese Guaxupe 100 anosEm comemoração ao centenário da diocese de Guaxupé/MG, uma equipe formada por bispos, padres, diáconos, leigos e voluntários vem organizando há três anos, uma programação especial para celebrar a data. A festa, que será realizada no dia 31 de janeiro, promete marcar a história da cidade e de todos os participantes.

Segundo coordenador de pastoral, Pe. Henrique Neveston “a expectativa é que esta grande festa não fique restrita a apenas um dia na história, mas que fique na memória dos diocesanos”.

Já o Pe. Weberton Magno, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Alfenas, comenta que a celebração tem o intuito de motivar o envolvimento nas iniciativas pastorais da diocese e das comunidades: “Celebrar o Centenário da diocese de Guaxupé é despertar a consciência de uma Igreja Missionária. A expectativa é que fortaleça nos fiéis a ‘pertença’ a uma Igreja que tem uma história marcada pela luta de um povo fiel a Jesus Cristo”.

Programação

A partir do dia 28, os fiéis poderão participar das missas, na Catedral diocesana Nossa Senhora das Dores, em Guaxupé. As celebrações serão realizadas por bispos que marcaram a história da diocese e também da Província Eclesiástica de Pouso Alegre, da qual a diocese de Guaxupé faz parte. Os bispos convidados para participar do Tríduo são: o bispo de Uruaçu/GO, D. Messias Reis Silveira, no dia 28; o bispo emérito da diocese de Guaxupé, D. José Geraldo Oliveira do Valle, no dia 29, e para encerrar as celebrações, o arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, no dia 30.

Haverá também apresentações teatrais exibidas logo após as celebrações litúrgicas dos dias 28 a 30.  As peças são fruto do trabalho de um dos seminaristas da diocese, Richard Oliveira, que além da adaptação dos textos apresentados, é um dos organizadores da jornada cultural. No dia 28, o primeiro espetáculo será “A missa da minha vida”, interpretada por jovens de Alfenas. No segundo dia, 29, será a vez dos jovens de Guaxupé exibirem a peça “Francisco”. Encerrando a jornada no dia 30, a vida de “São Pio” será retratada pela Renovação Carismática Católica de Passos.

Quem for a Guaxupé, no dia 31, pode contar ainda com uma intensa programação: a conclusão da peregrinação de Nossa Senhora das Dores; a Missa do Centenário e shows com bandas da região.

As dioceses de Guaxupé, Campanha e Pouso Alegre integram a Província Eclesiástica de Pouso Alegre.

Com informações e foto da diocese de Guaxupé

Curso de Música com Ir. Míria está com inscrições abertas

Ir Miria

A Subcomissão Arquidiocesana para a Música Litúrgica e a Paróquia de São Sebastião de Andradas irão realizar o tradicional Curso de Liturgia e Canto Pastoral. O curso acontece nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, na Igreja de Santa Rita, em Andradas/MG.

O curso de Canto Pastoral será conduzido pela Ir. Míria T. Kolling e é destinado aos agentes da pastoral da Música Litúrgica da Arquidiocese.

Estão abertas três vagas por paróquia e as inscrições podem ser feitas até o dia 6 de fevereiro,  por e-mail ou telefone. O investimento por participante será de cem reais. As vagas que permanecerem em aberto serão disponibilizadas para as paróquias que desejarem enviar mais participantes.

Serviço:

Inscrições: Até o dia 6 de fevereiro.

Por e-mail: [email protected] ou

Por telefone (35) 99892-6261 (Adriano Geraldo) ou (35) 99141-8003 (Dalila).

Valor: R$100,00 por participante

Local do curso: Igreja de Santa Rita, Vila Leandro Previato, Andradas/MG

Material necessário: Roupa de cama e banho.

D. Gil divulga mensagem aos agentes da Pascom

Dom Gil

O arcebispo metropolitano de Juiz de Fora/MG e bispo referencial para a Comissão Comunicação e Cultura do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB, D. Gil Antônio Moreira, divulgou uma mensagem aos agentes da Pastoral da Comunicação. Na mensagem, D. Gil ressalta as atividades da Pascom em âmbito Regional para este ano.

Leia a íntegra da mensagem de Dom Gil aos agentes da Pascom do Regional Leste 2.

 

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO

24 de janeiro de 2016

Queridos Pasconianos do Regional Leste 2,
Graça e paz!

É com alegria que nos dirigimos a você, comunicador do nosso regional, pela primeira vez neste ano de 2016. Estamos completando um ano de articulação da Pastoral da Comunicação no Regional e, ao aproximarmo-nos da celebração de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, pareceu-nos oportuno esta mensagem com as principais atividades deste ano em sintonia com a caminhada da Igreja.

Vivemos um tempo de graça, o Ano Santo da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco. Queremos viver a Misericórdia e comunicá-la com a nossa voz e com a nossa vida. Queremos ser comunicadores misericordiosos! A espiritualidade é o eixo norteador de todo o trabalho da PASCOM em nosso regional. Desta forma, propusemos em nosso planejamento a realização de um RETIRO ESPIRITUAL na ótica da comunicação, a ser realizado por províncias, nos dias 27 e 28 de fevereiro. As províncias que, por ventura, não conseguirem se unir para este momento, orientamos as dioceses que proporcionem o retiro para os seus agentes, ou que participem do retiro em outra província. Quem desejar obter maiores informações sobre o retiro nas outras províncias, favor entrar em contato pelo e-mail [email protected] O nosso desejo é que todo o Regional Leste 2 esteja unido nestes dias para meditar sobre “Comunicação e misericórdia: um encontro profundo”, em sintonia com o tema da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016.

A propósito, o DMCS já é uma data bastante celebrada e, neste ano, queremos ampliar a proposta a partir da produção de um subsídio próprio para o nosso Regional, direcionando-nos para a nossa bonita realidade eclesial presente nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e fazendo com que ele chegue ao maior número de comunicadores possível, já que a quantidade distribuída atualmente é insuficiente. Será no dia 08 de maio, festa da Ascensão do Senhor. A Comissão para a Comunicação da CNBB, em e-mail enviado em dezembro de 2015, informou-nos sobre a realização da I Romaria Nacional dos Comunicadores, a ser realizada na mesma data, em Aparecida. Não temos, ainda, maiores informações. Assim que forem divulgadas, repassaremos a todos.

Neste ano teremos o 5º Encontro Nacional da PASCOM. Reserve na sua agenda: 14 a 17 de julho, em Aparecida. O tema deste ano será Comunicação e Liturgia e está sendo preparado em conjunto com a Comissão Episcopal para a Liturgia. Em breve estarão abertas as inscrições no site da CNBB.

Temos um desafio. Precisamos aumentar o número de agentes da PASCOM no Cadastro do Conexão PASCOM. Assim como no futebol, os regionais estão classificados em série, pela quantidade de inscritos. Nós precisamos sair da série B e ir para série A. Para que isso aconteça, devemos ter mais de 400 cadastrados. No momento, somos 187 e temos um grande potencial. Contamos com a colaboração de vocês para divulgar e incentivar as inscrições. O comunicador deve visitar o site www.cnbb.org.br e no menu Serviços, o último item direciona para o cadastro.

Aos membros da Comissão Regional de Comunicação, agradecemos a unidade e empenho na articulação. A você comunicador na sua realidade comunitária, paroquial e diocesana, queremos caminhar juntos para fortalecer ainda mais os nossos vínculos e desenvolver bem os trabalhos. Deus nos prepara grandes momentos. Abramos nosso coração, nossos braços. Coloquemo-nos à sua disposição para que “o Evangelho seja anunciado a toda criatura” (cf. Mc 16,15).

Com estima fraterna,

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora
Bispo Referencial da Comissão de Comunicação – Regional Leste 2

Marcus Tullius
Coordenador da Pastoral da Comunicação – Regional Leste 2

Fonte: CNBB Regional Leste 2

D. Majella participa de Curso Anual para Bispos

O arcebispo de Pouso Alegre, D. José Luiz Majella Delgado, CSsR, está participando da 25ª edição do Curso de Atualização Teológica para Bispos, na Centro de Estudos do Sumaré, em Rio Comprido no Rio de Janeiro.

O tema central do Curso deste ano será sobre a Família, em consonância com as duas últimas assembleias sinodais, extraordinária e ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre a realidade familiar. O curso terá a presença de conferencistas e professores internacionais e nacionais especialistas no tema.

O Curso Anual dos Bispos do Brasil é preparado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e este ano será realizado de 25 a 29 de janeiro. São esperados bispos de várias dioceses do país, que além do estudo terão uma oportunidade de encontro, estudos, descanso e convivência.

Neste sentido, comentou o Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, D. Orani João Tempesta, O.Cist, “os bispos que vêm ao Rio de Janeiro, aqui vêm para estudo, oração e vivência de união fraterna. Vamos viver como irmãos. Por isso, refletir nestes dias sobre a Família e toda a sua problemática é manifestar claramente nosso compromisso com a edificação de uma família constituída pelo amor esponsal do marido com a mulher, abertos para a constituição de uma bonita família, sem medo de ter filhos, destemidamente educados na fé católica, o maior tesouro que podemos deixar como herança para as gerações futuras. Cuidemos, sobretudo, da família da qual pertencemos. A grande família, que é a Igreja, precisa viver e testemunhar em gestos concretos a misericórdia e a compaixão”.

Curso Bispos
Curso Anual dos Bispos edição 2015

O Curso

A primeira edição do curso de atualização teológica para Bispos aconteceu há 25 anos. O incentivador foi o Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Eugênio Araújo Sales, falecido em 2012.

O primeiro encontro, ocorrido em julho de 1990, contou com a presença do então Cardeal Joseph Ratzinger e teve como tema “O ministério Petrino em nosso tempo”. Daquela data em diante, com apenas duas exceções, todos os anos tem sido realizado o evento.

A programação segue um estilo que foi se consagrando ao longo de todos esses anos. Em cada dia, acontecem três conferências e um momento de diálogo com os conferencistas, em forma de painel.

O Centro de Estudos está localizado no alto do Sumaré, quase à mesma altura do Cristo Redentor, com vista privilegiada. A temperatura amena, no alto da montanha, se completa com o silêncio da floresta que circunda a casa. É de fato um local agradável para este encontro fraterno e estudo.

Foto: Arquidiocese do Rio de Janeiro

Papa emite mensagem para o Dia Mundial das Comunicações

Na manhã desta sexta-feira, 22, o Papa Francisco emitiu sua mensagem anual em razão da celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano chega na sua 50ª edição, a ser celebrada no dia 08 de maio. Leia a mensagem na íntegra:

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 

«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»

[8 de Maio de 2016]

 

Queridos irmãos e irmãs!

O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.

Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.

A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.

Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).

É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (…) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.

Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.

Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de onipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.

Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.

Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

Franciscus