Papa: “Vencer a mundanidade e relativismo”

EncontroReligiosos_28072017O Santo Padre concluiu as suas atividades na manhã do último sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes à Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

No seu discurso o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”:

“O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”.

Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses factores:

“O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”.

Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros factores ao contexto sócio-cultural:

“Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”.

Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade:

“Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”.

Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação:

“A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”.

Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual.

 

Com informações Rádio Vaticano

Imagem peregrina chega ao Santuário de SRS

ChegadaImagem_28072017_1A imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chegou neste sábado, 28, à Paróquia de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Sapucaí. Uma procissão com a imagem saiu da Paróquia Nossa Senhora de Fátima até o Santuário de Santa Rita, onde foi celebrada a Eucaristia com a presença de centenas de fiéis.

A Eucaristia foi presidida pelo Cônego Benedito Ramon Pinto Ferreira e concelebrada pelos padres Alexandre Acácio Nogueira (Vigário paroquial – Paróquia Santa Rita de Cássia), Monsenhor José Carneiro Pinto (Pároco emérito – Paróquia Santa Rita de Cássia), Clemildes Francisco de Paiva (Pároco – Paróquia Nossa Senhora de  Fátima) e Flávio Sobreiro da Cosa (Vigário Paroquial – Paróquia Nossa Senhora de Fátima).

Confira a programa para esta semana:
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A eficácia da Reconciliação é refletida pelos Bispos no RJ

Com informações da Arquidiocese do RJ

Na terceira conferência do Curso dos Bispos, Dom Rino Fisichella relembrou os temas abordados anteriormente, e destacou que os tempos atuais, dentro de sua linguagem relativista, apontam para uma tendência que leva, primeiramente, à crise da fé. Em seguida, passa-se a ser indiferente, até que se chega ao ateísmo. Ele citou a frase “crente, mas não praticante” como expressão emblemática desta visão da fé que tem afetado a muitos fiéis.

Dom Rino apresentou um dado curioso: durante o Jubileu da Misericórdia, em alguns países houve  crescimento de até 30% na busca pelo Sacramento da Confissão. As basílicas em Roma e as igrejas jubilares se tornaram locais de grandes filas nos confessionários. Segundo ele, o “povo percebeu com força que a misericórdia de Deus era verdadeiramente palpável neste sacramento”.

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Para ele, são vários os motivos que levam ao endurecimento da fé, uma vez que a sociedade vive diante de uma “consciência esquizofrênica”. Porém, segundo Dom Rino, há dois aspectos importantes para verificar a possibilidade de superar a crise. O primeiro se deve a uma ausência do anúncio central da pregação de Jesus: a “metanoia”, como um convite a acolher ao Evangelho e a uma mudança de vida. O anúncio tornou-se apenas teórico, sem a experiência da alegria de doar-se a Cristo.

Em segundo, ele destaca a perda de sentido de pertença à comunidade. A tal forma de pensamento atingiu as pessoas, criando uma cultura, dando ênfase num subjetivismo que se encerra em si mesmo, impedindo uma relação interpessoal.

“No compromisso da Nova Evangelização, a renovação pastoral deveria contribuir fortemente para voltar a colocar num lugar central o Sacramento da Penitência: efetivamente ele requer um compromisso ainda maior, sobretudo quando se confronta com a exigência de uma nova linguagem para o anúncio e para a profissão de fé”, afirmou Dom Rino.

O TRÍDUO E O PERDÃO

De acordo com Dom Rino, o tríduo pascal é o ponto culminante para a Igreja. Nesses três dias, a remissão dos pecados, a misericórdia de Cristo alcançou e ainda alcança a todos. Segundo ele, o perdão, ao contrário do pecado, consegue unir a comunidade de filhos de Deus.

“A vida da Igreja está marcada por um percurso que encontra o seu coração pulsante no tríduo pascal. Na Páscoa, o dom do Espírito Santo, para o perdão dos pecados, encontra purificado o rebanho dos discípulos. O Espírito oferecido para o perdão permitiu que o pecado da traição de Judas e Pedro e a fuga dos demais fossem perdoados. O Espírito reúne os dispersos, purifica os traidores, dá força aos tímidos e coragem aos amedrontados. O perdão é um evento comunitário porque o pecado traz consigo a separação da comunidade”, afirmou.

O VALOR DO SACRAMENTO

Neste tópico, Dom Rino apontou a situação estranha em que o penitente se encontra, uma vez que, na confissão, ele deve dizer absolutamente tudo, deve admitir a verdade sobre a própria existência e seus atos. Segundo ele, há certo alívio porque ninguém pode “se livrar” da condição de pecador. Porém, reconhecer o que existe dentro de si para o outro muda completamente a situação.

Dom Rino destacou a importância da transparência para a descoberta de si mesmo. Além disso, de acordo com ele, a finalidade da confissão é o desejo de retornar para perto de Deus. Dessa forma, o cristão segue os mesmos passos do Mestre em direção ao Calvário para depositar, diante d’Ele, os pecados que serão pregados na cruz.

“O objeto da confissão é o desejo da proximidade com Deus, do qual me afastei com o pecado. Se eu reconhecer realmente quem sou, posso rever a face de Cristo e viver de novo em sua presença, que garante a grandeza do amor. O penitente deve, sobretudo, compreender que, ao aproximar-se da confissão, está percorrendo o mesmo caminho que Jesus percorreu até o Calvário. Cada um carrega sobre si o peso do pecado, vivendo com a certeza de que ele será descarregado sobre as costas do Filho de Deus e, com Ele, pregado na cruz”, completou.

Em contrapartida, Dom Rino também destacou o turbilhão de sentimentos aos quais os sacerdotes são submetidos durante as confissões. Diante de tais situações, o sacerdote deve perceber o valor do sacramento como o poder da misericórdia de Deus que vai ao encontro de cada um.

“Frequentemente, o sacerdote se acha incapaz de saber responder ao que é confessado ou a um pedido de conselho, uma expectativa de ajuda. Em outros momentos, ele vive uma espécie de solidão diante da profundidade do mal que escuta, e é chamado a carregar sobre si. Em todo esse estrondo de sentimentos, se esquece do valor da graça que age, do Espírito que atua e da misericórdia que não conhece limites. Por outro lado, o poder de tirar os pecados que o foi confiado não é menos compreensível que o outro poder de transformar, com suas palavras, o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo”, finalizou.

Dom Rino encerrou afirmando que é pelo desejo de proximidade com Deus que se busca a confissão. A distância e a ausência de Cristo fazem com que o fiel não se sinta parte da comunidade, Corpo Místico do Senhor. A participação no pecado e a necessidade da misericórdia se unem diante de Deus e dos homens.

Padre Adriano São João participa de encontro de peritos da CNBB

PeritosCNBB_PadreAdriano_2017O pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, padre Adriano São João, é um dos peritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que participa de um encontro em Brasília entre os dias 23 e 26 de janeiro. Os peritos e a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB querem inciar a elaboração de subsídios doutrinais, um deles abordando a questão da laicidade do Estado.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, considera a laicidade algo bom, positivo, mas chama atenção para o chamado “laicismo”.

“A diferença é que a laicidade é quando o Estado assume as suas competências para garantir a liberdade religiosa de todos.  O laicismo é quando o Estado tira da vida pública Deus, quer dizer, não se fala em Deus, não se fala de religião”, explica o bispo. Dom Cipollini recorda que nas escolas, no mês de junho, os professores falam das festas juninas e de seus elementos, mas não podem comentar sobre a figura dos santos celebrados pela Igreja naquele mês e que dão origem às tradicionais festas tão comuns no Brasil.

“O laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso”, adverte o bispo. Para dom Pedro, a preparação de um subsídio doutrinal sobre a temática deve reforçar a defesa da presença de Deus na vida do homem.

Projetos

O trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB também envolve outros projetos e, por conseguinte, a oferta de outros subsídios. Em colaboração com o grupo de peritos especialistas em Bíblia, como o teólogo e biblista padre Johan Konings, a Comissão trabalha com a atualização da Bíblia com a tradução da CNBB.

Outro grupo de peritos atua com a elaboração de um texto chamado “Querigma e reino de Deus”. A partir de temáticas indicadas pelo episcopado, a Comissão tem pautado suas reflexões e o trabalho dos peritos. Dom Cipollini conta que o grupo dos bispos está tratando do ensino da Filosofia e também de outra questão, a qual envolve exorcismos e as missas de cura e libertação, “o que tudo isso implica, numa reflexão teológica, que possamos oferecer aos bispos”.

Vivência da Fé

Os subsídios da Comissão deverão de acordo com a orientação de dom Cipollini, ser acessíveis tanto para os especialistas, quanto para padres, agentes de Pastoral e fiéis em geral. “Hoje nós temos uma pluralidade muito grande de religiões, de crenças e muitas vezes o fiel católico está cheio de interrogações e dúvidas sobre certos temas da vida do dia-a-dia”, aponta o bispo.

Muitos fiéis, por exemplo, não compreendem a questão dos exorcismos, do demônio e fatos que envolvem o problema do mal. “Como diz São Paulo, o mysterium iniquitatis – o mistério da iniquidade -, acontecem coisas horríveis no dia-a-dia e as pessoas perguntam se só as ciências explicam isso que aconteceu ou se essa maldade vai além de tudo isso”, comenta dom Cipollini. “A Comissão, a partir de tudo isso, tenta lançar uma luz sobre toda essa dificuldade que os nossos fiéis na nossa Igreja encontram para viver a sua fé, não são respostas prontas, mas uma reflexão para ajudar a caminhada da fé da nossa Igreja”, resume.

Com informações da CNBB

Formador da Arquidiocese participa de curso de Especialização

CursoEspecialização_PeFrancisco2017O padre Francisco José da Silva, formador da comunidade propedêutica do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, da Arquidiocese de Pouso Alegre, participa desde o dia 16 de janeiro do Curso de Especialização para padres formadores. O curso vai até o dia 27 de janeiro. Ao todo, 43 padres participam do curso, que oferecido pela Organização dos Seminários e Institutos (Osib), em parceria com a Faculdade Dehoniana e com o apoio do regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Com o tema “Dimensão Humano-Afetiva da Formação Presbiteral e Religiosa”, o curso  tem como finalidade oferecer elementos fundamentais para o aprofundamento da identidade do formador e seu ministério, na compreensão integral do processo formativo e no acompanhamento dos candidatos ao ministério sacerdotal.

A abertura da aula teve início com missa presidida pelo bispo auxiliar de São Paulo e referencial para a Osib, dom José Roberto Fortes Palau e concelebrada pelo presidente da OSIB no regional Sul 1, padre Leandro dos Santos; pelo diretor da Faculdade Dehoniana, padre Marcelo Batalhoto e o coordenador da Escola para Formadores, padre Osmar Cavaca.

Na ocasião, os formandos contaram, ainda, com a aula inaugural ministrada por dom José Roberto Fortes Palau. Em sua palestra, o bispo discorreu sobre a formação sacerdotal à luz do documento intitulado “O dom da vocação presbiteral, Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, publicado pela Congregação para o Clero da Santa Sé.

O curso

Com quatro módulos a serem desenvolvidos nos períodos de férias – janeiro e julho, o curso tratará de assuntos como  “dimensão humano- afetiva; dimensão comunitária; dimensão espiritual; dimensão intelectual e pastoral. O primeiro módulo tem aulas das 8 às 12 horas, das 14 às 18 horas e das 20h às 22 horas, de segunda a sábado. Essa primeira parte será realizada até o dia 27 de janeiro, no campus da Faculdade Dehoniana, em Taubaté, (SP).

Neste primeiro módulo, as disciplina são as seguintes: Introdução Geral a Dimensão Humano-Afetiva da formação; Eclesiologia I – O documento 93 da CNBB Diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil; Antropologia – Antropologia pedagógica e o processo formativo, Crise atual e juventude; Psicologia – Psicologia e processos formativos; Psicologia, maturidade e psicopatologias nos processos formativos; Pedagogia: Acompanhamento vocacional e aconselhamento; Metodologia: Metodologia para elaboração do artigo científico.

“O curso tem os mesmos reconhecimentos que o curso pós- graduação lato sensu e a qualidade também. Contudo, àqueles estão ainda cursando curso superior, o curso passa a ser de extensão, extra curricular “, afirma padre Leandro dos Santos.

Com informações da CNBB

Dom Majella participa de cursos para Bispos no RJ

bisposFeEucaristia_07022013150315O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., participa entre os dias 23 e 27 de janeiro do 26º Curso Anual dos Bispos do Brasil promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, que tem como tema central “A Nova Evangelização: significado, desafios e aplicação à realidade do Brasil”. O curso, que começou nesta segunda-feira, contou com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello.

O primeiro curso dos bispos no Sumaré aconteceu em julho de 1990, com a presença do então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Emérito Bento XVI. O encontro anual tem como objetivo principal reunir os bispos para compartilharem uma semana de estudos, oração, descanso e lazer. O arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, deu às boas vindas aos participantes do curso.

“Sejam bem-vindos, queridos irmãos bispos! Que nosso encontro nos auxilie a evangelizar com alegria e misericórdia todos os homens e mulheres. Que nos acompanhe nestes dias Nossa Senhora Aparecida. Que vivamos e testemunhamos a misericórdia cristã”, disse.

Em seu artigo intitulado “Bispos e nova evangelização”, publicado no Portal da Arquidiocese, Dom Orani também falou sobre as temáticas e as perspectivas do encontro:

“As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019, à luz da Evangelii Gaudium, bem como o discurso que o Papa Francisco pronunciou aos bispos no Rio de Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em 2013 nos dão caminhos seguros para a renovação da evangelização da Igreja no Brasil. Fica claro que é urgente o ardor missionário da Igreja, espelhado no testemunho do Papa Francisco, constituída de uma Igreja em saída, mãe de braços abertos, casa do pai de portas abertas para todos, que apresenta um ingente convite às pessoas de se encontrarem com Jesus Cristo, vivo e presente na sua Igreja. É precisamente este aspecto, o Querigma cristão que iremos estudar na certeza de que a Mãe Igreja é a casa da iniciação à vida cristã. Neste ano do jubileu dos trezentos anos da imagem de Nossa Senhora Aparecida, os bispos reunidos no Rio de Janeiro são convidados a volver seu olhar para o Santuário Nacional e para a 5ª. Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e Caribenho de Aparecida, conscientizando cada vez mais na insistência do Documento de Aparecida na concepção de formação como um processo continuado, lembrado como verdadeiro catecumenato mistagógico e profundamente unido à celebração do Mistério de Cristo”, escreveu o arcebispo.

Os conferencistas e professores internacionais e nacionais, especialistas no tema, que estarão presentes no encontro são: o arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Cláudio Hummes; o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha; o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella; o secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e vice-prefeito da Comissão para as Relações Religiosas com os muçulmanos, Dom Miguel Ángel Ayuso Guixot; e o diretor geral do Instituto Superior de Estudos de Guadalupe (ISEG), Padre Doutor Eduardo Chávez Sánchez.

Entre os dias 24 e 27 de janeiro, a Rádio Catedral FM 106,7 (radiocatedral.com.br) e a WebTV Redentor (webtvredentor.com.br) vão transmitir, ao vivo, às 7h, a Eucaristia com Laudes, direto do Centro de Estudos e Formação do Sumaré.

 

Com informações da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais

dnjsetormogi_23102016_6“Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” é o título da Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado no dia 28 de maio, Ascensão do Senhor.

A mensagem é divulgada tradicionalmente no dia 24 de janeiro, Festa de S. Francisco de Sales, padroeiro dos comunicadores.

O texto, como define o próprio Papa, é um encorajamento a todos os que trabalham neste campo para que comuniquem de modo construtivo, isto é, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro.

O protagonista da notícia, escreve Francisco, não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução aos problemas, com um estilo comunicador aberto e criativo.

A realidade não tem um significado unívoco, afirma o Papa: tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diferente. Portanto, o ponto de partida bom para ler a realidade é a Boa Notícia por excelência, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo.

Esta boa notícia, explica, não é boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos.

Boa notícia
“Visto sob esta luz, acrescenta o Pontífice, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.”

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus, afirma ainda o Papa, nos faz erguer os olhos e contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. “Aparentemente, o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam.” Para Francisco, esta esperança não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar, com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

“A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa.” Quem se deixa conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, conclui o Pontífice, torna-se farol na escuridão deste mundo, ilumina a rota e abre novas sendas de confiança e esperança.

 

Com informações da rádio Vaticano

 

Pastoral Carcerária divulga nota sobre as condições das prisões

LogoPastoralCarceráriaA Pastoral Carcerária Nacional emitiu na quinta-feira, 19, nota sobre as condições das prisões no Brasil, dado os últimos acontecimentos envolvendo os massacres ocorridos nos complexos penitenciários de Manaus (AM), Roraima (RR) e Rio Grande do Norte (RN).

No texto, a Pastoral afirma que apesar do clamor nacional em torno dos últimos massacres ocorridos, o principal produto do sistema prisional sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência.

Para a Pastoral é preciso que na atual conjuntura, a população não caia na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres. “É preciso enfrentar os pilares do sistema e mais do que nunca, continuar a criar laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares”, diz trecho da nota.

Confira, abaixo, a nota na íntegra.

 

19 de janeiro de 2017

Pastoral Carcerária Nacional – CNBB

Nota da Pastoral Carcerária: Não é crise, é projeto

“(…) enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade

dentro da sociedade e entre os vários povos,

será impossível desarraigar a violência.”

(Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 59)

 

Apesar do clamor nacional que se seguiu aos massacres de Manaus, Roraima e Rio Grande Norte, o principal produto do sistema prisional brasileiro sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência. Em números bastante subestimados, fornecidos pelas próprias administrações penitenciárias, no mínimo 379 pessoas morreram violentamente nas masmorras do país em 2016 , sem que qualquer “crise” fosse publicamente anunciada pelas autoridades nacionais.

Nesse sistema, sob a tutela e responsabilidade do Estado, onde a mortalidade é 6,7 vezes maior do que fora dele, e as situações de violações sistemáticas de direitos são notórias e encontram-se detalhadamente registradas em uma infinidade de relatórios produzidos por organizações governamentais e não governamentais, não foi por falta de avisos ou “recomendações” que as pessoas privadas de liberdade deixaram de ser mortas e vilipendiadas em sua dignidade.

O que se deduz da atual conjuntura é que a morte de centenas e a redução de centenas de milhares à mais abjeta degradação humana parece não ser digna de incomodo ou atenção quando executadas metodicamente e aos poucos, sob o verniz aparentemente racional das explicações de caráter gerencial, e sem que corpos mutilados sejam expostos ao olhar da mídia. O acordo rompido em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte não foi o da convivência pacífica entre as facções, que nunca existiu, mas entre o Estado e o “grande público”, a quem jamais deveria ser permitido enxergar as verdadeiras cores deste grande massacre brasileiro que se desenrola há tempos.

A guerra de facções por sua vez, transformada em uma narrativa lúdica, desinforma e distrai daquilo que jaz no cerne da questão: o processo maciço de encarceramento que vivenciamos, e que desde 1990 multiplicou em mais de sete vezes a população prisional brasileira, somando, juntamente com os presos domiciliares e em medida de segurança, mais de 1 milhão de seres humanos sob tutela penal, segundo dados do CNJ .

Esse formidável, custoso e cruel aparato de controle social, estruturado em pleno período democrático, deita raízes profundas em nosso sistema econômico que “exclui para se manter”, como já afirmou o Papa Francisco , e cuja lógica neoliberal e mercantilizante atinge todas as relações humanas, sem exceção. Crime e castigo tornaram-se commodities, e corpos, quase todos pretos, novamente tornaram-se objetos de comércio e barganha, dessa vez em benefício dos senhores das prisões privadas.

Juízes, promotores e defensores, por ação ou omissão, cada qual com sua parcela de responsabilidade, também desempenham papel central na gestão deste caos, emprestando legitimidade jurídica para um sistema de encarceramento que funciona à margem de qualquer legalidade. Em relatório divulgado em outubro de 2016 , que apresentou o resultado do acompanhamento de mais de uma centena de casos de tortura em 16 estados e no Distrito Federal, a Pastoral Carcerária já apontava a participação estrutural do sistema de justiça na ocultação e validação de práticas violadoras de direitos.

Diante do aparente colapso da estrutura prisional brasileira e da repercussão nacional e internacional dada ao caso, o Sistema de Justiça retomou às pressas os paliativos mutirões carcerários, e o Governo Federal desfiou um rosário de propostas absurdas, que vão do reforço à fracassada política de construção de novas unidades, até o descabido e perigoso uso das Forças Armadas no ambiente prisional. Soma-se a essas propostas o desvio de verbas do Fundo Penitenciário Nacional para outras finalidades, por meio da Medida Provisória 755, e o Decreto n.º 8.940/2016, que estabeleceu as regras mais rígidas dos últimos anos para a concessão do indulto presidencial.

Assim, o Governo Federal, alicerçado pelo Judiciário e o Ministério Público, vai reforçando a agenda repressiva e encarceradora, que aplicada nas últimas décadas resultou na mesma catástrofe que agora se propõe a resolver. Na esteira destas propostas, ONG’s e veículos de imprensa pedem a “retomada do controle” das prisões pelo Estado, num apelo cifrado por mais violência, e listas de soluções e medidas reformadoras são febrilmente reeditadas, vindo ao socorro de um sistema que há mais de 30 anos evidencia sua irreformável natureza desumana.

Desde 2013 um conjunto de organizações e movimentos, entre eles a Pastoral Carcerária, Mães de Maio e Justiça Global, tem pautado a necessidade de ações estruturais para reverter o atual quadro de encarceramento em massa, por meio das propostas articuladas na Agenda Nacional pelo Desencarceramento , e alertando para a contínua degradação do sistema.

Na atual conjuntura, não podemos cair na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres, nem titubear no enfrentamento aos pilares desse sistema, como a atual política de guerra às drogas, a militarização das polícias, o aprisionamento provisório, a privatização do sistema prisional, e a política de expansão do aparato carcerário.

Se a opção que alertávamos há tempos era pelo desencarceramento ou barbárie, o Estado de forma clara e reiterada optou pela barbárie. Parafraseando Darcy Ribeiro, já não se trata mais de uma crise, mas de um projeto. E a perversidade de tal projeto não poderá cair sob nenhuma anistia. Poderá haver anistia pactuada entre os poderes do Estado, mas não haverá perante a consciência e perante Aquele que se apresentou sob a figura de um preso, torturado, executado na Cruz, Jesus, o Nazareno, feito Juiz Supremo que julgará especialmente aqueles que violaram a humanidade. (Lc 11,50-51)

Assim, mais do que nunca, devemos continuar a construir laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares, reforçar o trabalho em torno da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, e redobrar nossa luta profética pela realização do sonho de Deus: um mundo sem cárceres .

19 de janeiro de 2017

Pastoral Carcerária Nacional – CNBB

 

Com informações da CNBB

 

Arcebispo do Panamá divulga data da JMJ 2019 

JMJ2019-data-600A Jornada Mundial da Juventude de 2019 acontecerá entre os dias 22 e 27 de janeiro. O anúncio foi feito no início da tarde de hoje pelo arcebispo do Panamá, dom José Domingo Ulloa Mendieta, durante uma coletiva de imprensa na Cidade do Panamá, sede do evento.

Arcebispo do Panamá divulga data da JMJ 2019 

Dom Ulloa aproveitou a oportunidade para reiterar a gratidão da Igreja panamenha ao papa Francisco por escolher o Panamá como anfitrião da JMJ 2019. O bispo explicou que a escolha da data foi considerada especialmente “por razões relacionadas com ao clima”.”Estamos bem cientes do fato de que em alguns países não é época de férias, mas estamos convencidos de que isso não será um obstáculo para muitos milhares de jovens de outros continentes para vir ao Panamá e encontrar Jesus Cristo, a mão de nossa Mãe a Virgem Maria, e sob a orientação do sucessor de Pedro”, ponderou dom José Domingo Ulloa Mendieta.

Dirigindo-se aos jovens, o arcebispo acrescentou: “Vocês são as verdadeiras estrelas desta Jornada Mundial da Juventude, Panamá espera com braços abertos e coração para compartilhar sua fé, para sentir a Igreja!”.

Logo e hino
Na ocasião, foi lançado o concurso para a escolha do hino e da logomarca da JMJ 2019. Inscrições serão recebidas até o dia 16 de fevereiro pelo site da arquidiocese do Panamá.

Cruz Peregrina
Durante a entrevista coletiva, o arcebispo do Panamá explicou que, no Domingo de Ramos, dia 9 de abril, acontecerá a entrega da Cruz Peregrina da JMJ aos jovens panamenhos pelos jovens poloneses. A cerimônia acontecerá no Vaticano. A peregrinação acontecerá após este evento, passando pelo Caribe, no México até chegar um mês antes ao Panamá.

Temática
O tema escolhido para a JMJ 2019 faz parte de um itinerário mariano escolhido pelo papa. Para 32ª Jornada Mundial da Juventude, neste ano de 2017, o tema é “O Todo-poderoso realizou grandes coisas em meu favor”. Para a 33ª Jornada, a ser celebrada em 2018, o tema escolhido pelo pontífice é “Não temas, Maria, porque encontraste graça junto de Deus”. Estas jornadas de 2017 e 2018 serão vividas nas dioceses. Para a 34ª Jornada Mundial da Juventude, que se realizará no Panamá, em 2019, o tema será “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

De acordo com Dicastério para os Leigos, Família e Vida, “os três temas anunciados têm como objetivo dar uma conotação mariana forte ao itinerário espiritual das próximas JMJ, recordando ao mesmo tempo a imagem de uma juventude a caminho entre passado (2017), presente (2018) e futuro (2019), animada pelas três virtudes teologais: fé, caridade e esperança”. 

Com informações da CNBB,Avvenire e da Rádio Vaticano

 

Secretários paroquiais participam de encontro na Cúria

Secretárias e secretários das paroquias dos setores pastorais Mandú, Mogi e Extremo Sul se reuniram nesta quinta-feira na Cúria Metropolitana para receberem os novos livros de registros e também tirarem dúvidas sobre as novas orientações dos departamentos da Arquidiocese.

No período da manhã, o assunto foi sobre arquivamento e entrega dos novos livros para assentamentos de casamentos e batizados, momento este conduzido pelo Chanceler do Arcebispado, padre Jésus Andrade. Dom Majella se fez presente na reunião, agradeceu a todos e focou sobre a importância do trabalho de cada secretário e secretaria, afirmando que “todos são missionários”.

O período da tarde foi destinado para repasse de instruções dos departamentos Patrimonial, Contábil e RH e para esclarecimento de duvidas.